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Evangélicos que apoiam Boulos comparam socialismo ao “reino de Deus”

Movimento justifica apoio a PSOL como luta contra “desigualdades”


Guilherme Boulos
Guilherme Boulos. (Foto: Gabriela Bilo / Estadão)

Nos últimos anos, cresceram os movimentos dos chamados “evangélicos progressistas”, tentando aproximar o segmento – com cerca de 30% dos eleitores – de candidaturas alinhadas ideologicamente à esquerda. O caso mais destacado foi do pastor Henrique Vieira, do PSOL, que ganhou amplo espaço na mídia, participando inclusive do Programa Encontro, da Rede Globo.

Além disso, o pastor Ariovaldo Ramos, outrora um líder influente no meio evangélico brasileiro, se transformou em um ferrenho ativista pró-Lula. De diversas maneiras, a ideia é tentar atrair o eleitor evangélico.

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Em janeiro, Orlando Silva, um dos principais articuladores do PCdoB sinalizou que evitavam embates contra alguns líderes da bancada evangélica na Câmara, “porque afasta uma parcela da população muito expressiva do eleitorado brasileiro”.

Do ponto de vista ideológico, PT, PSOL e PCdoB são muito próximos e seus referenciais são países como Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. Além da conhecida miséria desses povos, uma das heranças dos regimes socialistas/comunistas é a perseguição à religião, em especial aos cristãos.

Mas isso acaba sendo convenientemente ignorado por movimentos brasileiros que parecem adeptos do discurso “aqui vai ser diferente”. Talvez a maior prova disso é o incipiente movimento “Evangélicos com Boulos”.

Evangélicos com Boulos

No Manifesto publicado esta semana, o movimento faz correlações que ecoam o conhecido discurso da chamada “Teologia da Missão integral”. É senso comum que vivemos em um país marcado pela desigualdade e os evangélicos têm como um de seus valores a busca da justiça.

Contudo, a maneira como essa situação pode ser mudada apresenta um contraste drástico com o que o PSOL se propõe a fazer. Guilherme Boulos, o candidato do partido à presidência, defende abertamente, por exemplo, a legalização do aborto, das drogas e o fortalecimento da agenda LGBT.

Ignorando isso, o documento do “Evangélicos com Boulos”, declara que: “Diante de atrocidades sociais o próprio Cristo nos ensina a nos revoltarmos e lutarmos contra o sistema de principados e potestades que produzem a miséria e a morte”.

O texto diz ainda: “Entendemos que, sendo essa também nossa missão, precisamos nos revoltar contra o sistema político/social/econômico contemporâneo, apresentando frentes de luta contra a fome, a desigualdade, a exclusão, a violência, a produção de presos e a morte. Somos pelo direito à vida, vida em abundância, com liberdade de corpos e mentes”. Ainda que não citem nominalmente o socialismo na carta, ela é em apoio ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Elogiando a atuação de Guilherme Boulos, líder de um movimento de invasões e que tem um histórico de violência, e sua vice, a líder indígena Sonia Guajajara, esses evangélicos progressistas declaram: “Estamos do lado de quem torna a nossa fé em ação real no aqui e no agora, em prol da construção do Reino de Deus. Por isso acreditamos no projeto de sociedade de Boulos e Guajajara e nos posicionamos, enquanto seguidores de Cristo na busca pelo Reino e sua Justiça, ao lado dessa candidatura”.

Dentro do regime democrático todas as manifestações políticas têm espaço, contudo, chama a atenção o fato de termos lideranças evangélicas que se posicionam abertamente ao lado de grupos que, historicamente, são a antítese do que defendem os evangélicos.



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