Evangélicos pedem que governo proíba show de Lady Gaga

Depois da Coreia do Sul e Indonésia, agora os protestos são nas Filipinas


Evangélicos pedem que governo proíba show de Lady Gaga

A turnê asiática da cantora Lady Gaga sofreu mais uma vez com os protestos religiosos. Dezenas de jovens evangélicos das Filipinas foram para as ruas gritar em coro “parem os shows de Lady Gaga”.

O protesto pedia o cancelamento das apresentações que a cantora deve fazer na capital Manila na próxima semana, dias 21 e 22 de maio.

O prefeito Antonino Calixto disse que os organizadores “seguem as regras e regulamentos estipulados na autorização anteriormente fornecida pelo governo da cidade para que o concerto ocorra”.


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“Apesar de respeitar as expressões artísticas e musicais, não vou permitir que qualquer pessoa ou grupo cometam em qualquer local sob a minha jurisdição atos que possam ser questionáveis”, disse ele em um comunicado. “Nós lembramos aos produtores do show de Lady Gaga que o evento como um todo não pode apresentar qualquer nudez ou conduta lasciva, que possa ser ofensiva à moral e aos bons costumes.”

Os manifestantes alegaram que as músicas de Lady Gaga insultam a fé cristã, principalmente a canção “Judas”, que desrespeita o nome de Jesus Cristo. Os membros do grupo Biblemode Youth Philippines [Jovens Filipinos com a Bíblia] afirmam que se sentem ofendidos com as músicas e vídeos da cantora.

O organizador do protesto, o ex-deputado Benny Abante, disse ainda que o grupo pretende processar Lady Gaga e os organizadores do show caso ela cante “Judas” em suas performances.

O ex-prefeito de Manila José Atienza disse que a cantora e os organizadores podem ser punidos por envolvimento em crimes raciais ou religiosos. Segundo o código penal do país, a pena pode variar de seis meses a seis anos de prisão, embora ninguém tenha sido condenado recentemente.

Atienza e o renomado advogado Romulo Macalintal reuniram-se com Calixto para demonstrar sua preocupação com o evento que deverá ser realizado em um shopping center recém-construído à beira-mar, com capacidade de 20.000.

O pastor Reyzel Cayanan, líder da Biblemode disse que vai conduzir outra marcha de protesto e uma vigília com velas e orações no sábado, perto do local do concerto.

A cantora já havia sido alvo de protestos de grupos cristãos na Coréia do Sul quando se apresentou no país mês passado. Os fãs menores de 18 anos foram proibidos de assistir os concertos em Seul por causa das denúncias que as letras e figurinos usados eram sexualmente provocantes. Na Indonésia as manifestações contrárias foram da comunidade muçulmana que acabaram forçando o cancelamento do show.

Traduzido e adaptado de Washington Times




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