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Ex-evangélica brasileira convertida ao islã: “agora tenho conexão direta com Deus”

Mulher explica que já foi católica, umbandista, evangélica, “sempre buscando a paz”


Valesca
Valesca se converteu ao islamismo aos 45 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)

O islamismo ainda não tem uma presença marcante no Brasil, mas já existem vários casos de evangélicos que trocaram Jesus por Maomé. Antes dessa decisão, a paulista Valesca Zschornack, 45 anos, passou por outras religiões.

“Eu vim de berço católico. Quando era criança, meus pais me levavam para a igreja, mas, já na adolescência, comecei uma busca por uma paz espiritual que me preenchesse”, explica.

Ela também foi adepta do Cardecismo. “Fiquei lá alguns anos, até conhecer a Umbanda, com a qual me identifiquei muito. Passei 16 anos nela, frequentando os terreiros e até recebendo entidade. Depois, de novo, me veio a necessidade de procurar uma paz religiosa, que encontrei na religião evangélica”, narra.

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A traição do esposo, em 2016, a fez tomar outro rumo. “Por 10 anos, segui na igreja evangélica, onde criei meu filho dos cinco aos 15 anos. Estava tudo bem até que me divorciei. Ele me traiu e, naquele momento, comecei a questionar a religião, porque sei que a palavra de Deus não tem nada a ver com a atitude que ele teve. Aquilo me decepcionou muito e acabei me afastando da igreja”.

Valesca disse que desde então vinha “pesquisando, estudando e buscando outras linhas de crenças que tivessem mais a ver comigo”. Pela internet, conheceu um muçulmano que vive na Índia e lhe apresentou os ensinamentos do Alcorão.

“Por vídeo, vi ele rezando e aquilo mexeu comigo, me tocou. Fiquei curiosa e decidi pesquisar mais sobre o Islamismo, para conhecer melhor a religião”, conta. Apesar do histórico islâmico, ela não crê que sua nova confissão prega a violência contra as mulheres, nem as diminua.

Ela defende sua opção: “Não acho que seja uma fé machista. Existem sim países ou linhas religiosas que interpretam o Alcorão de forma machista. Mas não é em todo lugar. Inclusive, porque a língua árabe é muito complexa, as palavras têm múltiplos significados, o que abre margem para a interpretação”.

Após a experiência virtual, ela começou a frequentar a mesquita perto de sua casa. Lembra que se converteu há um mês, após um ritual no local de culto islâmico.

Hoje ela usa o hijab, lenço que cobre a cabeça e se diz realizada. “Várias coisas que me atraíram para o Islamismo. Mas uma das principais foi a conexão direta com Deus. Eu vinha de religiões com muitos rituais e queria algo mais simples, que não tivesse que ficar justificando minha vida para padre, pastor ou irmão de igreja”, relata.

Encerra dizendo que vê um contraste com sua antiga fé: “Quantas vezes eu não tive de ir para igreja sem vontade? Como muçulmana, eu faria as cinco orações diárias em casa e poderia ir à mesquita só quando quisesse. Não tem obrigação de bater ponto lá, e isso me pareceu muito interessante”. Com informações de UOL



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