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Ex-trans testemunha mudança de vida: “Segui o Espírito Santo”

Ele se prostituiu por anos, agora lidera movimento em prol da “reversão sexual”


Jeffrey Mccall
Jeffrey Mccall, antes e depois de Cristo. (Foto: Reprodução / Facebook)

A Marcha da Liberdade, evento que defende a liberdade de mudança na sexualidade, ocorrerá este fim de semana em Washington (EUA). Seu idealizador é um homem que se identificou por cerca de 15 anos como gay e depois transgênero.

Antigo líder de movimentos LGBT, Jeffrey McCall agora criou uma rede de apoio para pessoas que mudaram de vida conhecerem o Deus vivo.

Ele explica que o objetivo da Marcha é chamar atenção para a luta política em torno da chamada “terapia de conversão”. Proibida por lei em alguns estados americanos e atacada por ativistas LGBT, a ideia de uma pessoa deixar de ser homossexual ou transgênero vai na contramão da agenda globalista sendo imposta inclusive nas escolas.

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McCall testemunha que se “descobriu” homossexual aos 15 anos. Viveu como um homem gay até os 27. Passou então a viver como um transexual chamado “Scarlet” até completar 29 anos. Há um ano ele conheceu a Jesus e desde então vem lutando para que a liberdade sexual não seja limitada aos heteros que decidem viver relações homoafetivas ou mudar de sexo.

Ao criar a “Marcha pela Liberdade”, ele começou a coletar histórias de pessoas que viveram e se identificaram como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer, mas que encontraram uma nova vida em Jesus Cristo. Entre os participantes do evento estão dois sobreviventes do atentado terrorista à boate gay Pulse em Orlando, dois anos atrás.

Falando ao Christian Post, o ex-trans diz que nos últimos anos passou a assistir programas evangélicos na TV. “Até que senti a convicção do Espírito Santo de que minha vida na homossexualidade estava errada. Eu era muito promíscuo e cheguei a viver na prostituição”.

“Eu frequentei uma igreja por um tempo, enquanto estava na faculdade. Eu era gay e usava drogas. Era um viciado, mas me sentia bem na igreja. Sentia a presença de Deus. Mas quando me tornei trans não conseguia mais ir. Eu sabia como as pessoas da igreja às vezes são cruéis com pessoas assim”, lembra.

As coisas começaram a mudar em meados 2016, mesmo após ter assumido uma identidade feminina, ele vivia em depressão. “Um dia voltei de uma festa, e quando cheguei em casa comecei a chorar sem parar. Naquela noite eu disse: ‘Senhor, eu sei que há pessoas que realmente vivem para ti. Não basta ir à igreja, preciso ter um relacionamento contigo. Será que eu vou conseguir isso? De repente, ouvi uma voz interrompendo todos os meus pensamentos’. Foi quando ouvi o Senhor me dizer: ‘Sim, você vai viver para mim’”, conta McCall.

Ele lutou contra seus desejos e cerca de 3 meses depois dessa experiência, tomou coragem e jogou no lixo tudo que estava relacionado com “Scarlet”. “Perucas, maquiagem, joias, roupas, sapatos, tudo. Me livrei daquela vida e foi um encontro com o Senhor”, comemora.

O processo de “regressão” à vida como homem não foi fácil para ele. Durante meses estava em tratamento com um psiquiatra e queria fazer mudança de sexo. Conta ainda que as coisas estavam prestes a tomar uma grande decisão: “Eu fiz ele me diagnosticar com disforia de gênero. Ele dizia que precisava disso antes de fazer cirurgias”.

Após seu encontro com Deus, McCall voltou a frequentar a igreja. Após meses de orações e aconselhamento, decidiu formar um grupo para defender o direito de todos os que desejam ajuda para se livrar da homossexualidade. “A Marcha da Liberdade é para celebrar o poder de transformação do Espírito Santo. Não defendemos a ‘terapia de conversão’. Cremos que só o Espírito Santo pode fazer isso… é uma mudança espiritual”, conta.

Questionado sobre os críticos da “terapia de conversão” ou, como insistem alguns, “cura gay” ele diz que a melhor resposta é seu testemunho pessoal. “Não é sobre terapia de conversão. É sobre seguir o Espírito Santo. Quando entreguei minha vida a Jesus Cristo, mudei. Minhas ideias sobre quem eu era mudaram. O Senhor me mostrou que Ele me criou como Jeffrey McCall e o quanto Ele me amava sendo o Jeffrey”.



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