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Exército israelense ajuda missionários na Síria

Soldados garantem a segurança enquanto médicos e enfermeiras atendem as pessoas


Missão cristã na Síria
Missão cristã na Síria

A CBN News fez uma reportagem especial, mostrando como, secretamente, um grupo de médicos cristãos juntou-se às forças israelenses para uma missão arriscada na Síria.

A história começa nas Colinas de Golan, quando soldados israelenses entraram na Síria para darem cobertura à missão cristã Frontier Alliance International, ou FAI. O país vizinho está em guerra desde 2011 e muitas pessoas não possuem acesso a hospitais. Os soldados garantem a segurança e os missionários atendem as pessoas feridas e doentes.

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“Nós apoiamos o Estado de Israel e amamos o povo judeu. Por isso, podemos intervir nessa grande crise humanitária da Síria em cooperação com o exército de Israel é um grande privilégio para nós como uma organização”, comemorou Dalton Thomas, da FAI.

A doutora Sally Parsons e a enfermeira Debbie Dennison ficaram cerca de sete semanas em uma aldeia síria, onde improvisaram uma clínica médica. “O Senhor nos chama para todas as nações, mas eu senti especificamente ele me dizer que era isso o que eu deveria fazer”, conta a médica.

Ela tem mais de 30 anos de carreira de clínica geral, mas precisou realizar procedimentos que nunca havia feito antes. Quando a equipe não sabia o que fazer, oravam e até pesquisavam no YouTube. “Nós baixamos um vídeo do YouTube mostrando uma cesariana e fizemos um parto. Ali, eu orei muito mais do que o normal”, revela.

Durante sua carreira nos EUA, Parsons nunca precisou fazer uma cesária. Na Síria, acabou realizando seis. “Quando eu ajudava um bebê a nascer, podia sentir suas mãos nas minhas. Foi o que nos sustentou, vermos uma nova vida em meio a uma guerra terrível. Foi uma benção incrível”, disse Parsons.

Durante a missão, eles enfrentaram cerca de 60 bombardeios e tiveram de se refugiar muitas vezes. “Eu pensei que poderia perder minha vida lá, mas pensava que, se Deus me chamou, iria me sustentar e tudo ficaria bem”, diz Parsons.

“Você precisa considerar o custo. É preciso dizer: eu te amo tanto que estou disposta a entregar a minha vida. Claro, minha resposta foi sim”, diz a enfermeira Dennison.

O diretor da FAI as chama de heroínas. “Essas pessoas estão dispostas, são altruístas, se parecem com Cristo. O autor de Hebreus disse que o mundo não é digno de pessoas assim”, diz Thomas.

A guerra na Síria não tem uma previsão de acabar e o projeto que une cristãos e soldados de Israel está crescendo. Thomas diz que todos os cristãos podem ajudar. “Antes de mais nada, ore, interceda, peça que o Senhor da seara envie trabalhadores. Em segundo lugar, se você é um médico profissional, que ama o Senhor e consegue lidar com essas circunstâncias… nós precisamos de você”, explica.

“Posemos dizer que esse é o verdadeiro plano de paz no Oriente Médio… Judeus ajudando os cristãos que estão ajudando os muçulmanos. Mas pessoas são pessoas, não importa como as rotulemos: muçulmanos, cristãos ou judeus. Todos temos as mesmas necessidades e as mesmas doenças, precisamos de compaixão e amor, independentemente das barreiras”, conclui Dennison.

Bons Vizinhos

A doutora Parsons conta que sua equipe enviava os casos mais graves para serem tratados em Israel. Sua missão é parte de um projeto chamado “Bons Vizinhos”, onde Israel fornece alimentos, combustível, água e tratamento médico. Até agora, mais de 5.000 sírios foram tratados em hospitais israelenses. A grande maioria deles é muçulmano, mas a religião das pessoas atendidas nunca fez diferença.

O comandante israelense Sergey é o diretor médico do “Bons Vizinhos”. Ele comenta sobre sua motivação. “Eu não consigo ver o outro lado da fronteira, onde pessoas estão morrendo de fome, sem ajudá-las. É uma situação difícil que eles enfrentam lá e essa é a minha oportunidade de ajudá-los. Eles precisam disso. Essa é a questão central, se eles precisam e eu posso fazer algo, terei orgulho em fazê-lo”, diz Sergey.

O diretor da FAI acrescenta: “Não conheço outro exército do mundo que possua um compromisso afetivo com seu inimigo, tentando ser um bom vizinho. O que o exército israelense fez nos últimos 5 ou 6 anos, desde que a guerra começou, foi colocar a política de lado e procurar ajudar”.

O repórter Chris Mitchell, da CBN News, visitou um hospital israelense que recebeu sírios e viu que eles estão gratos pelo esforço dos cristãos e judeus. “Depois que eu cheguei a Israel, minha opinião sobre os israelenses mudou completamente. Sempre me ensinaram que Israel era ruim, o inimigo. Agora, eu sei que é o contrário. Agradeço a Deus por ter chegado em Israel a tempo, porque se eu não estivesse aqui, não estaria vivo agora”, diz um paciente que se identifica apenas como “A”.

A operação também mudou a visão desses sírios sobre os cristãos. “Eu costumava pensar que os cristãos eram pessoas más, mas descobri que eram boas pessoas e me ajudaram”, diz a paciente ​​”M”.



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