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Facebook bloqueia imagem de Jesus crucificado por ser “indecente”

Pinturas foram identificadas como "nudez"


Pintura do artista holandês Peter Paul Rubens.
Pintura do artista holandês Peter Paul Rubens. (Foto: Getty)

O Facebook bloqueou vários posts com pinturas do artista holandês Peter Paul Rubens, que viveu no século 17, incluindo uma de Jesus Cristo sendo retirado da cruz. Segundo a rede social, foram identificadas como imagens “indecentes”.

Toerisme Vlaanderen, membro do Conselho de Turismo do país, escreveu uma carta aberta ao presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, criticando a política do Facebook de censurar imagens artísticas depois de vários de seus posts anunciando uma exposição terem sido tirados do ar.

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Ele lamenta que o Facebook “rejeita consistentemente obras de arte de nosso amado Peter Paul Rubens” e reclama que “sua censura cultural está tornando a vida bastante difícil para nós. Afinal de contas, queremos usar sua plataforma para promover a arte”.

O museu onde as obras estão expostas fez uma “intervenção”, colocando homens vestidos com uniformes da “polícia da mídia social”, proibindo os visitantes de verem os quadros de Rubens, alegando que estavam fazendo isso para o bem das pessoas.

“Temos que protegê-lo contra a nudez artística”, diz um dos “inspetores do Facebook” no vídeo.

Policia do Facebook “protegendo” as pessoas. (Foto: CEN)

Em nota, o Facebook concordou em se reunir com o conselho de turismo da Holanda para discutir o assunto.

Curiosamente, imagens e vídeo de conteúdo sexual continuam sendo populares na plataforma, que não censura, por exemplo, material que zomba da imagem de Jesus, como os vídeos do Porta dos Fundos.

Crucificação chocante

Numerosas pinturas e representações de Jesus Cristo crucificado já foram retiradas pelo Facebook antes, acusadas de violaram as regras.

Em abril, a Universidade Franciscana de Steubenville, uma faculdade católica americana, denunciou que o Facebook havia banido seu anúncio de Páscoa apresentando Jesus na cruz. Na ocasião, a rede social alegou que a imagem era “conteúdo chocante ou excessivamente violento”.

A resposta dos franciscanos foi provocativa, afirmando que o Facebook está certo em achar a imagem de Deus sendo executado como “chocante”. “Certamente foi algo excessivamente violento: um homem açoitado, pregado nu a uma cruz e deixado para morrer, todo o ódio de todo o pecador do mundo derramado sobre ele”, afirmou a instituição em nota. Com informações Daily Mail



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