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Facebook anuncia que está suprimindo notícias de sites “não confiáveis”

Falta de clareza sobre padrões mostra que alvo é a mídia conservadora


Censura do Facebook
Censura do Facebook.

O Facebook começou a classificar as fontes de notícias com base em sua credibilidade. A medida faz parte de um novo esforço para combater as “fake news” na plataforma. As mudanças no algoritmo da rede social darão mais visibilidade a sites de notícias “confiáveis” ​​e suprime sites de notícias “não confiáveis”.

O CEO Mark Zuckerberg anunciou a mudança no algoritmo diante dos executivos de mídia na sede da empresa. Entre eles estavam representantes do BuzzFeed News, da CNN, do Huffington Post e de vários outros.

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“Colocamos [esses dados] no sistema, e isso vai gerar mais impulso ou uma supressão, e vamos aumentar a intensidade disso ao longo do tempo”, afirmou Zuckerberg ao Buzzfeed. “Sentimos que temos a responsabilidade de quebrar essa polarização e achar um terreno comum”.

Segundo o fundador do Facebook, a “confiabilidade” de uma organização de notícias é determinada pela maneira como os usuários veem uma determinada fonte. A empresa pedirá que cada usuário identifique se está familiarizado com uma determinada publicação e se confiam nela.

Em período experimental, nos Estados Unidos uma pergunta apareceu ao lado de postagens no mural: “Este post contém discurso de ódio?”. “Este foi um teste – e um bug que revertemos em 20 minutos”, escreveu Guy Rosen, vice-presidente de produtos do Facebook, explicando que em breve será visto em todas as postagens “suspeitas”.

Além disso, a rede social pretende adicionar uma ferramenta que mostra se e quais amigos compartilharam uma notícia. Um simples toque numa aba lateral trará informações sobre o jornalista que assina a matéria ou sobre o veículo que a divulgou.

Recentemente, Zuckerberg precisou comparecer diante do Senado dos Estados Unidos e responder sobre o mau uso de dados dos usuários da rede social e uma suposta influência nas eleições de 2016.

“Estamos trabalhando duro para garantir que as pessoas não usem mal nossa plataforma”, disse ele esta semana, deixando claro que o Facebook está tomando medidas urgentes para identificar e eliminar “contas falsas”.

Censura aos conservadores

Apesar do discurso de busca por melhores serviços, muitos estão preocupados que seja uma forma disfarçada de censura contra sites de notícias conservadores, que apresentam uma narrativa diferente da grande mídia. Afinal, a falta de clareza de como os processos de identificação são levados adiante se assemelha à prática da rede social em apagar postagens alegando “discurso de ódio” sem explicar ao usuário do que se trata.

O Buzzfeed, a CNN e o Huffington Post, que são aliados do Facebook nessa iniciativa estão entre os sites que foram classificados por Donald Trump como “fake news”, o que contribuiu para a popularização do termo tão em voga atualmente.

Várias organizações conservadoras e perfis de personalidades que não se adequam ao politicamente correto vêm denunciando que o Facebook as “colocou na lista negra” e impediram que seus seguidores vissem seu conteúdo.

No Brasil

Em abril, o Facebook no Brasil anunciou uma parceria com a Agência Lupa em um projeto para as eleições 2018. Chamada de Lupe!, a iniciativa pretende “checar” os conteúdos relacionados ao pleito.

Contudo, os responsáveis por essa checagem são grandes órgãos de imprensa, ligados à Rede Globo e Folha de São Paulo, por exemplo. Todo brasileiro sabe da inclinação políticas desses veículos e a maneira como eles tratam os conservadores e cristãos.

Outra iniciativa que está chegando ao Brasil com o objetivo de combater notícias falsas durante as eleições é o First Draft, que foi criado na Universidade Harvard.

Aimee Rinehart, representante do First Draft revela que seu primeiro projeto fora dos EUA foi na eleição francesa de 2017, que elegeu Emmanuel Macron.

“Pedimos aos nossos parceiros Google News Lab e o Facebook para ajudarem a financiar o projeto e tivemos o financiamento na semana seguinte. Eles nunca interferiram em nossos resultados editoriais e apenas amplificaram os resultados. Ambos eram excelentes parceiros”, conta.

Contudo, o financiamento dessa iniciativa, além do Google News Lab e do Facebook, vem da John S. and James L. Knight Foundation, Fundação Ford e Open Society, de George Soros.

Sendo assim, fica claro que o sabido viés liberal dos “checadores” compromete desde o seu início a pretensa iniciativa do Facebook de filtrar conteúdo. Ao que parece, continua válida a questão central das Sátiras de Juvenal, o satírico de Roma do primeiro século: “Quem vigiará os vigilantes?”.



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