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Feliciano questiona em audiência construção da Embaixada da Palestina no Brasil

Prédio é uma "miniatura" da mesquita Domo da Rocha, no Monte do Templo.


Embaixada Mesquita Palestina
Embaixada da Palestina no Brasil. (Foto: Divulgação)

A construção da Embaixada da Palestina no Brasil está sendo questionada no Congresso pelo deputado Marco Feliciano (PODE/SP). Inaugurada em 2016, embora a doação do espaço tenha ocorrido ainda no governo Lula, o prédio ocupa um terreno de 15,6 mil metros quadrados no Setor de Embaixadas Norte, em Brasília.

Um aspecto distintivo do local é que ela remete à Mesquita de Omar, ou Domo da Rocha, construção icônica assentada no alto do Monte do Templo, em Jerusalém.

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De acordo com a Câmara, Feliciano defende uma reavaliação, por parte do governo, “da concessão de uma grande área em lugar estratégico, junto a órgãos públicos de importância para a segurança nacional, para a construção da Embaixada da Palestina, organização política que não possui status de Estado Constituído, nem mantém assento na ONU, a não ser como observador não membro”.

Ele levou recentemente a questão para a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Conforme lembra o parlamentar, “A área fica próxima a dois órgãos importantíssimos para a defesa nacional: o Palácio do Planalto e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República”.

O pedido de Feliciano é que ocorra uma audiência pública, onde devem ser chamados o representante do ministério das Relações Exteriores, preferencialmente do Departamento do Oriente Médio, e o Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Ali Kalout.

Falando ao Gospel Prime, o pastor diz que seu intuito é “acabar com as lendas urbanas que correm pela internet sobre o tema”. Explica ainda que foram preciso 3 sessões para aprovar seu requerimento, pois PCdoB e o PT foram contra. Como eles detém a maioria na comissão, venciam as primeiras votações. Somente na terceira sessão é que deputados conservadores apoiaram o pedido de Feliciano e o pedido foi aceito.

Governo PT sempre foi aliado dos palestinos

O site do Itamaraty traz um histórico das relações do Brasil com a Autoridade Palestina.

Ele lembra que, em 2004, foi aberto o Escritório de Representação do Brasil em Ramalá, a capital dos Territórios Palestinos. Em dezembro de 2010, o Brasil reconheceu o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, o que incluiria a porção Oriental de Jerusalém como a capital de um futuro Estado Palestino.

Sob o governo do PT, o Brasil apoiou e copatrocinou a Resolução 67/19 da ONU, que elevou o status da Palestina a Estado observador não membro das Nações Unidas.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Palestina em 2010. O presidente palestino Mahmoud Abbas esteve na posse da presidente Dilma Rousseff, em 2011, tendo se reunido com ela.

Há o relato ainda que, em 2007, o Brasil doou US$ 10 milhões para “atividades humanitárias” na Palestina. Sendo que em 2010, Lula doou mais US$ 10 milhões para a “reconstrução” de Gaza, governada pelo Hamas.

Durante o conflito de Israel com o Hamas, em 2014, Dilma criticou o governo israelense e criou um imbróglio diplomático com Israel.

Além disso, o Brasil vem votando continuamente em desfavor de Israel nas votações das Nações Unidas e da UNESCO, prática mantida pelo presidente Michel Temer desde que ele assumiu a presidência.

Implicações espirituais

O site Breaking Israel News, que analisa profecias bíblicas, fez uma avaliação preocupante na época da inauguração. “A Embaixada da Palestina no Brasil é inconfundível pelo que representa, exibindo abertamente uma mensagem sinistra e ameaçadora para o mundo.”

Embora a Autoridade Palestina tenha cerca de 100 representações diplomáticas e consulares no exterior, a edificação em solo brasileiro é a única que tem um prédio em forma de mesquita. Como lembra o BIN, “uma batalha que tem não meramente implicações políticas, mas espirituais e bíblicas também”.



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