Filha de Cunha quer ser deputada e foca no voto evangélico

Publicitária foi investigada pela força-tarefa da Lava-Jato


Filha de Cunha quer ser deputada e foca no voto evangélico

Segundo noticiou a revista Veja, a publicitária Danielle Dytz da Cunha, filha do primeiro casamento do deputado cassado Eduardo Cunha, está de olho numa vaga na Câmara. Dando os primeiros passos de sua campanha, filiou-se ao PMDB e pretende mirar no voto evangélico, que foram uma das bases de seu pai.

Ela não possui experiência prévia no mundo da política, nunca tendo concorrido a cargo eletivo. No ano passado, Danielle passou a ser investigada pela Lava Jato pela posse de um cartão de crédito estrangeiro associado à offshore Köpek.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, a Köpek não era declarada às autoridades brasileiras. A ligação dela foi descoberta graças ao apoio de investigadores suíços.

A Lava Jato acredita que a offshore recebeu recursos da propina destinada ao ex-presidente da Câmara, como parte do esquema de corrupção na Petrobrás.

Em seu depoimento à força-tarefa, Danielle disse ‘não saber’ por que seu pai lhe deu um cartão de crédito internacional no período em que ela morou no exterior. Entre 2011 e 2013, ela admitiu que utilizou ‘principalmente o cartão estrangeiro’, do qual não recebia os extratos e cujos pagamentos eram autorizados por Eduardo Cunha.

Embora nada tenha sido provado ainda contra Danielle, a GDAV, empresa que está em nome dela e do irmão Felipe, recebeu R$ 1 milhão da Gol Linhas Aéreas entre 2012 e 2015. Esses recursos foram intermediados pela agência Almap Publicidade e Comunicação, e constam nos documentos que serviram como base do pedido de prisão de Cunha, apresentado pelo Ministério Público.

Nesse mesmo período, empresas vinculadas ao grupo Gol Linhas Aéreas repassaram mais de R$ 2 milhões as empresas Jesus.com e C3 Atividades de Internet, registradas em nome de Cunha, Danielle e Cláudia Cruz, atual mulher do ex-parlamentar. Com informações O Globo




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