Filipinas convidam igreja para campanha antidroga “menos sangrenta”

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, interrompeu a campanha antidroga no final de janeiro prometendo realizar uma "limpeza" na polícia nacional.


Filipinas convidam igreja para campanha antidroga

O governo das Filipinas está em um combate intenso contra as drogas. Entretanto as ações tomadas estão gerando muita polêmica. O chefe da polícia das Filipinas, Ronald dela Rosa, afirmou nesta segunda-feira (06) que retomará a temática “guerra contra as drogas”.

Segundo o Terra, a intenção é envolver líderes da Igreja Católica e outras denominações religiosas para tornar a campanha “menos sangrenta”.

“Temos o objetivo de que este Tokhang (nome em filipino da guerra antidroga) seja uma campanha menos sangrenta, se não carente de sangue totalmente. Por isso envolvemos a Igreja”, comentou o chefe em declarações transmitidas pela emissora local “ABS-CBN”.


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De acordo com Dela Rosa os agentes irão fazer as investidas “acompanhados por representantes da Igreja”, com principal objetivo de reabilitar os dependentes químicos e perseguir os traficantes.

“Desta maneira poderemos evitar as acusações de que o Tokhang está por trás dos assassinatos sem solução e nossa Igreja verá que a campanha está orientada a salvar os usuários e encarcerar os traficantes”, afirmou.

O chefe de polícia confirmou a criação do novo Grupo de Controle de Drogas, que atuará no lugar do Grupo Contra as Drogas Ilegais (AIDG), que tinha denúncias de corrupção.

“Vamos garantir que (os agentes do DEG) não possam abusar da guerra contra as drogas, porque endurecemos as políticas do Tokhang. (…) Não queremos que ninguém participe das operações sem a supervisão adequada”, enfatizou.

Governo é suspeito de ordenar assassinatos

O presidente filipino, Rodrigo Duterte, interrompeu a campanha antidroga no final de janeiro prometendo realizar uma “limpeza” na polícia nacional antes de reiniciá-la.

A ação iniciada com o mandato de Duterte deixou desde junho do ano passado um saldo de 7.080 mortos, dos quais 2.555 foram assassinados pela polícia após supostamente resistir à prisão, 3.603 estão classificados como “mortes sob investigação” e 922 foram casos encerrados sem identificar os culpados, de acordo com os dados oficiais.

Human Rights Watch e Anistia Internacional consideram que a “guerra contra as drogas” nas Filipinas é uma ofensiva contra os direitos humanos da população.




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