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Físico do MIT garante: “a ciência revela Deus”

Estudioso tenta explicar como a física mostra variações na percepção de tempo


Gerald Lawrence Schroeder
Gerald Lawrence Schroeder

Ex-funcionário do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Gerald Lawrence Schroeder, diz que a ciência não desmente Deus, mas, na verdade, “a ciência revela Deus”.

“Há cinquenta anos, a opinião científica generalizada é que o universo seria eterno. Nunca houve um começo. A Bíblia estava errada desde o primeiro capítulo”, diz Schroeder, pós-graduado em física. “Então descobrimos… o eco do Big Bang, a energia que sobrou… Da noite para o dia, a Bíblia falava algo certo: havia um começo para o universo”.

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O estudioso afirma que “a ciência descobriu que podemos criar o universo a partir do nada absoluto, desde que tenhamos as forças da natureza. As leis da natureza, as forças da natureza, não são físicas; elas agem no físico. Então, se elas criam o universo, isso significa que elas são anteriores ao universo… Se você colocar tudo isso junto, parece algo muito familiar … Essa é a noção bíblica de Deus”.

Schroeder recebeu seu PhD em Física Nuclear e Ciências da Terra e do Planeta, pelo MIT, em 1965. Trabalhou sete anos na equipe do departamento de Física da instituição, uma das mais renomadas do mundo.

Ele tem mais de 60 publicações científicas em revistas de renome e cinco livros publicados. Já trabalhou como consultor de países como China, Filipinas, Malásia, Cingapura, Canadá e EUA. O físico mudou-se para Israel em 1971, onde trabalhou como pesquisador do Instituto de Ciência Weizmann, do Instituto de Pesquisa Volcani e da Universidade Hebraica de Jerusalém. Judeu praticante, atualmente leciona na Faculdade de Estudos Judaicos Aish HaTorah.

Em busca da ordem do universo

Como cosmólogo, Schroeder sempre lidou com as grandes perguntas desse campo de estudo: por que o universo existe mesmo? Por que os cientistas não conseguem criar vida? Por que há ordem para o universo?

Grande parte de seu trabalho foi adaptar a Teoria da Relatividade de Einstein à Teoria do Big Bang, sobre o início do universo, tentando reconciliar a linha do tempo da criação bíblica com os cálculos dos físicos sobre a idade do universo.

Segundo a ciência moderna, o universo tem 13,8 bilhões de anos. Schroeder postula que o universo em expansão distorce tanto a perspectiva do tempo que um trilhão de nossos dias na Terra equivale a um dia da criação de Deus.

Seu trabalho convenceu o cientista ateu Antony Flew a acreditar em Deus. Após décadas defendendo o ateísmo, Flew disse que simplesmente seguiu a evidência das descobertas científicas até sua conclusão natural.

Em suas palavras, estava sendo leal à sua premissa de racionalidade e empirismo científico, sem abandoná-la. Em 2006, ele assinou a petição no Reino Unido para defender o ensino de design inteligente no currículo do país.

O trabalho de Schroeder desenvolveu-se sobre os avanços da ciência que derrubaram as teorias existentes nos anos 1950.

Em 1964, os radioastrônomos americanos Robert Wilson e Arno Penzias descobriram “a radiação cósmica de fundo”. Trata-se do ruído residual do Big Bang, que os cosmólogos descrevem como o começo do universo. Também parecia alinhar-se bem com o relato bíblico da Criação.

Para Schroeder, desde então até o maior cientista pode aceitar que a primeira mensagem da Bíblia é verdadeira: ‘No princípio, Deus criou os céus e a Terra’”.

A extensão de um “dia bíblico”

Uma vez que o começo já está estabelecido pela ciência, a única questão que resta é a idade do universo. Alguns estudiosos da Bíblia calcularam a idade da Terra em cerca de 6.000 anos. Mas dados do telescópio espacial Hubble ou dos telescópios terrestres indicam que esse número é cerca de 14 bilhões de anos.

Conforme escreveu Schroeder em seu site, “o tempo é descrito de maneira diferente naqueles Seis Dias de Gênesis. Lá, a passagem de cada dia é descrita como “Houve noite e manhã” sem relação com o tempo humano. Somente quando chegamos à progênie de Adão é que o fluxo do tempo é descrito totalmente em termos humanos”.

De acordo com o trabalho de Schroeder, o primeiro dia da criação de Deus durou 8 bilhões de anos, se medido pela atual convenção da órbita da Terra ao redor do Sol. À medida que o universo se expandia, os “dias” se tornavam períodos menores, até que fluíssem no tempo do homem, de 24 horas.

As teorias de Schroeder são controversas entre os cientistas que ainda lutam contra qualquer noção de que possa haver um Criador por trás de tudo. Além disso, nem todos os criacionistas gostam de sua extensão dos seis dias como períodos de 24 horas. Mas Schroeder continua se aventurando onde outros cientistas evitam entrar.

“Uma das perguntas que faço é: como um cientista pode realmente acreditar em algo que geralmente nos referimos como Deus – essa metafísica funciona no mundo ou produz o mundo?”, enfatiza o dr. Schroeder. “A ironia é que esta questão é inaceitável. A ciência de fato descobriu Deus”, conclui. Com informações God Reports



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