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Folha de São Paulo acusa Macedo de usar “sua máquina” contra Haddad

Universal e Record ajudaram a amplificar a mensagem anti-PT nas eleições


Edir Macedo
Edir Macedo. (Foto: Reprodução / Facebook)

As eleições acabaram, mas o embate do Partido dos Trabalhadores com o bispo Edir Macedo, líder a Igreja Universal do Reino de Deus, continuará por muito tempo ainda.

Esta semana, o bispo Renato Cardoso, genro de Macedo e apontado como um de seus potenciais herdeiros na liderança da Igreja, fez uma provocação durante seu programa na Rede Aleluia, com rádios da Universal.

“Tenho certeza que um certo candidato deve estar amargamente arrependido agora de ter ofendido milhões de evangélicos”, disparou. Mesmo sem citar nominalmente, ficou claro que referia-se a Fernando Haddad, candidato derrotado do PT.

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Após as acusações de Haddad de que Macedo era “charlatão” e agia, como Bolsonaro, por “fome de dinheiro”, o petista é alvo de dois processos, um criminal e outro civil. O bispo reclama que o ex-prefeito de São Paulo “zombou” dele com “atos difamatórios” e está pedindo uma indenização de R$ 77 mil. Se ganhar, promete doá-la para caridade.

Haddad terá de provar na justiça suas acusações. A assessoria dele afirma que ele está “convicto de que suas afirmações são verdadeiras e que os fatos e a história dos personagens envolvidos assim comprovam”.

Para o jornal Folha de São Paulo, Macedo usou “sua máquina” para atacar Haddad, incluindo além das igrejas a Rede Record e rádios afiliadas. “A máquina da Universal entrou com tudo na campanha contra Haddad”, assegura a Folha, que asseverou ainda: “a Record, sem ligação oficial com a Universal, mas parte do conglomerado de Macedo, ajuda e muito a amplificar a mensagem anti-PT”.

O periódico tomou uma postura claramente favorável ao candidato petista durante a campanha, tendo acusado – até agora sem provas – Bolsonaro de ter incentivado através do dinheiro de “Caixa 2” a disseminação maciça de fake news para prejudicar a imagem do petista e do seu partido.

Força política

O cenário político que se consolida no Brasil mostra que os evangélicos, mais do que nunca, poderão se tornar protagonistas. Isso nitidamente vem incomodando grandes meio de comunicação como a Folha e a rede Globo. A oração puxada por Magno Malta no dia 28 na casa de Bolsonaro e que acabou transmitida para todo o país, gerou muitas críticas e “preocupações”.

Em seu programa “Inteligência e Fé”, transmitido pela Rede Aleluia, Renato Cardoso pediu aos fiéis que entendam a nova força política do segmento evangélico.

“Você, cristão, assuma a sua importância na sociedade. O candidato vencedor [Bolsonaro] venceu por cerca de 10 milhões de votos. É indiscutível que o voto evangélico fez a diferença.” Segundo projeção do Datafolha, o candidato do PSL teve apoio de 70% segmento, cerca de (22 milhões de votos.

Para o bispo Renato os cristãos não deveriam falar em “resistência”. “O presidente nem começou a governar. Olha, está escrito [na Bíblia]: não devemos resistir à autoridade, pois quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus [1 Tm 2:1-3]”, ensina.



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