França precisa de um “Estado islâmico” para evitar guerra civil, acredita escritor

Christian de Moliner acredita que em breve país poderá ser regido pela Sharia, lei religiosa islâmica


França precisa de um "Estado islâmico" para evitar guerra

O pedido do intelectual Christian de Moliner está gerando uma grande polêmica na França. O professor universitário e escritor de renome, acredita que seria impossível acalmar os 30% da população francesa que segue o Islã e deseja introduzir a lei religiosa islâmica (Sharia) no país.

O artigo onde ele faz esse apelo foi republicado em várias publicações na Europa. De acordo com o argumento do historiador, a solução seria criar um “Estado Islâmico” dentro do território francês como a solução para evitar uma guerra civil que parece inevitável.

“Nunca seremos capazes de erradicar o islamismo radical… Embora ainda não estejamos em uma guerra aberta, os fiéis do Profeta Maomé já estão vivendo em áreas que são governadas por suas regras religiosas”, destacou. Em 2011 um relatório de 2.200 páginas com o nome: “Banlieue de la République” [Subúrbios da República] constatou que subúrbios parisienses estão se tornando “sociedades islâmicas separadas”, isoladas do estado francês, onde a lei islâmica da Sharia está rapidamente tomando o lugar do direito civil.

De Moliner acrescenta que a França já possui uma “estrutura cultural paralela”, onde as pessoas possuem valores opostos aos princípios sobre os quais a sociedade francesa foi fundada. Ele se opõe à expulsão dos imigrantes, pois acredita que isso só iria acelerar o surgimento de um conflito armado de grandes proporções.

As políticas do presidente Macron só irão piorar as coisas, acredita o professor. Para ele, a solução seria um duplo estado como o que foi implementado pelos franceses na Argélia, quando aquele país ainda era uma colônia.

Colonizados pela França desde o início do século XX, somente em 1947, muçulmanos tiveram o acesso aos postos governamentais. A independência só veio em 1962, após uma sangrenta revolução.

O centro do argumento do professor De Moliner é que haveria a divisão do território. Haveria um governo, mas dois povos: os franceses com as suas leis e os muçulmanos com a sharia.

Entre as questões destacadas pelo intelectual são as pressões da comunidade islâmica francesa de se legalizar a poligamia e a obrigatoriedade das mulheres de cobrirem o rosto com o véu ou o corpo com a burca. De Moliner aponta também para as exigências de “cortes islâmicas”, uma vez que muitos desses muçulmanos não querem se submeter aos “tribunais comuns”.

Ele sugere ainda que haja um sistema escolar e de saúde distinto para os muçulmanos, com a criação de comitês locais que cuidariam da administrarão de forma independente. Apontando para a história, ele diz que “Este sistema compartilhado funcionou sem muitos problemas entre 1890 e 1940 na Argélia”.

Ainda que as ideias de Christian de Moliner pareçam radicais, a preocupação com uma guerra civil ou uma tomada de poder pelos islâmicos é grande no país. Nos últimos anos, um dos livros mais vendidos na França é “Submissão” de Michel Houellebecq. A trama fala sobre uma França que no ano de 2022, elege como presidente Mohammed Ben Abbes, o candidato do partido Fraternidade Muçulmana, que acaba transformando o país em uma república islâmica.




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