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Líderes franceses exigem que muçulmanos condenem o ódio a cristãos e judeus

300 políticos e artistas assinaram manifesto contra alguns ensinamentos do Alcorão


Marcha em Paris
Marcha, no dia 28 de março em Paris, em memória de Mireille Knol, vítima de um assassinato antissemita. (Foto: Reuters / Gonzalo Fuentes)

O ator Gerard Depardieu, o cantor Charles Aznavour, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e três ex-primeiros-ministros fazem parte dos 300 líderes franceses que defendem uma ação nacional para combater o “novo antissemitismo”, que é fruto do crescente radicalismo islâmico no país.

O manifesto, assinado por políticos de direita e da esquerda, artistas e intelectuais foi publicado no jornal Le Parisien. Também se juntaram à iniciativa líderes judeus, cristãos e até muçulmanos considerados “moderados”.

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A declaração pede que as lideranças muçulmanas do país denunciem as referências antijudaicas e anticristãs no Alcorão como “antiquadas” para que “nenhum fiel islâmico possa usar um texto sagrado para justificar um crime”. Também pede o combate ao antissemitismo “antes que seja tarde demais”.

Philippe Val, ex-diretor do “Charlie Hebdo”, foi outro que assinou o manifesto. Em 2015, o jornal foi atacado por terroristas e 12 pessoas morreram.

A ministra da Justiça, Nicole Belloubet, disse na rádio estatal que o governo deveria estar “vigilante” contra o antissemitismo e pediu a “unidade social”.

O problema é de todos

Pelo menos 11 judeus franceses foram mortos por radicais islâmicos nos últimos anos.

Um trecho do manifesto lembra: “O antissemitismo não é problema dos judeus, é problema de todos. Os franceses, cuja maturidade democrática foi medida após cada ataque islâmico, estão vivendo um paradoxo trágico. Seu país tornou-se o teatro do antissemitismo mortal. Esse terror se espalha, provocando a condenação popular enquanto a mídia permanece em silêncio”. Com informações de AP



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