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Gays reclamam de “rejeição” nas igrejas evangélicas

Após ser chamada de pecadora, ex-líder reclama dos "fundamentalistas"


Jayne Ozanne
Jayne Ozanne, uma das lideres do movimento gay na Igreja Anglicana. (Foto: BBC)

A Igreja Anglicana é uma das mais liberais do mundo no tocante à questão dos LGBT. Homossexuais praticantes podem ser membros, assumir posições de liderança e até serem consagrados como pastores e bispos

Porém, alguns membros que se identificam como gays dizem que estão sendo “rejeitados” por membros da “ala evangélica” da denominação e perdendo espaço que julgavam ser seu. Alguns continuam sendo membros, mas estão perdendo todos os cargos, como fazer parte do grupo de louvor ou liderar grupos de estudo bíblico.

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Jayne Ozanne, uma das lideranças dentre o movimento gay na Igreja Anglicana, disse que levou a situação ao Sínodo Geral e pede punição aos pastores que estão violando as “diretrizes oficiais de inclusão” dentro da denominação, em vigor há quase uma década.

Ela afirma que já coleciona “dezenas de testemunhos” e que muitos estão sofrendo ao tentar conciliar o fato de serem gays e cristãos. A tradição cristã sempre tratou a homossexualidade como pecado, mas desde a década de 1960 os teólogos liberais da Igreja Anglicana vêm ganhando espaço.

Abominação

Um dos casos relatados ao The Times, uma médica de 30 anos diz que foi forçada a deixar sua igreja em Londres. Quando o pastor soube que ela vivia um relacionamento lésbico, afirmou que ela estava “condenada”.

“Ele me disse que eu tinha que parar esse relacionamento imediatamente. Eu poderia ter sentimentos, mas precisava resistir. Eu fui líder do grupo de estudo para mulheres. Acabei expulsa porque não obedeci”, resume a mulher, que preferiu não se identificar.

Para a médica, a situação ficou ainda mais constrangedora quando uma amiga que frequentava a mesma igreja, mas fazia parte do grupo conservador, enviou-lhe um e-mail dizendo: “A verdade das Escrituras é que Deus condena a homossexualidade e promete condenação eterna todos aqueles que a praticam”.

Quando foi confrontada com o argumento que “a homossexualidade é pecado e uma abominação para o Senhor” decidiu não voltar mais àquela igreja.

Ela decidiu formalizar a união com sua parceira e adotar um bebê. Elas agora participam de uma igreja mais “inclusiva”. Sua queixa é que os “cristãos fundamentalistas” estão ganhando espaço. É contra eles que Jayne Ozanne e seu grupo pretendem lutar. Para isso estão convocando os pastores que não veem problema em alguém ser homossexual e participar da igreja de manifestarem.

A aceitação do estilo de vida homossexual como “aceitável” divide a igreja anglicana. Isso já foi motivo para a dissensão de alguns grupos, os quais defendem que as Escrituras são mais importantes que as regras aprovadas pelo Sínodo.



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