MENU

Genocídio já deixou mais de 6 mil cristãos nigerianos mortos, incluindo crianças

Pastores contradizem relatos oficiais do governo sobre ataques


Cristãos mortos em Makurdi - Nigéria
Cristãos mortos em Makurdi – Nigéria. (Foto: Reuters/Afolabi Sotunde)

O que está ocorrendo na Nigéria este ano é “puro genocídio”, denuncia a Associação Cristã da Nigéria, (CAN na sigla original). Os pastores calculam que são mais de 6.000 mortos este ano – a maioria mulheres e crianças – assassinados por jihadistas da etnia fulani desde janeiro.

“O que está acontecendo na Nigéria, principalmente no estado de Plateau é puro genocídio e deve ser interrompido imediatamente”, disse a CAN em uma nota oficial.

Leia mais

Os líderes da Igreja nigeriana apelam para que o governo “impeça esse derramamento de sangue sem sentido” que poderá levar o país “a uma completa anarquia”. O comunicado também pede às Nações Unidas que tome medidas para impedir que os ataques dos fulani ganhe corpo e possa se espalhar para os países vizinhos.

A queixa da liderança evangélica no país é que o presidente Muhammadu Buhari, um muçulmano da etnia fulani, não está agindo para levar os agressores à justiça. Para a CAN não resta dúvida que os jihadistas são “assassinos e terroristas”, embora o governo trate a situação como um conflito étnico, algo comum na África.

A CAN listou os ataques em larga escala que ocorrem desde o início deste ano, incluindo o massacre de mais de 200 pessoas, a maioria cristãs, no final de junho.

Embora as agências de notícias internacionais tenham reproduzido o argumento do governo e caracterizado os ataques como uma disputa de terras entre grupos étnicos distintos, grupos internacionais que monitoram a perseguição, como a Portas Abertas e a International Christian Concern, vêm mostrando que os cristãos são claramente o alvo.

Para alguns analistas, entre os jihadistas fulani há membros do Boko Haram, facção terrorista ligada ao Estado Islâmico que jurou eliminar os cristãos do país para estabelecer um califado. O maior indício que eles possuem patrocínio externo é o fato de usarem facões nos primeiros ataques, há dois anos, e nos mais recentes executarem as pessoas com fuzis de assalto e destruírem igrejas com morteiros.

A CAN não está sozinha na denúncia. A Sociedade Internacional pelas Liberdades Civis e o Estado de Direito declarou esta semana que o número de cristãos mortos chega a 1.750, executados tanto pelos fulani quanto pelos radicais do Boko Haram.

A grande diferença dos números é devida ao modo como se avalia a motivação. Em alguns atentados promovidos pelo Boko Haram a postos de segurança morreram policiais que não eram cristãos, o que descaracterizaria a motivação religiosa, mas o número de vítimas é desprezível no contexto.

Para os líderes cristãos os ataques sempre visavam especificamente as comunidades não islâmicas. “A Nigéria está testemunhando um genocídio por meio de assassinatos, destruição e incêndio de igrejas e residências de cristãos, além da ocupação forçadas das terras que pertenciam a agricultores não islâmicos. O governo federal faz uma falsa propaganda e propaga uma fraude, evitando admitir que os fulani são os únicos responsáveis pelo problema”, afirma a CAN. Com informações Christian Post



Assuntos: ,


Deixe seu comentário!

Mais notícias