Grupo de católicos e evangélicos alerta sobre a perseguição ao cristianismo no Ocidente

Em países de regime democrático os cristãos enfrentam perseguição de grupos ativistas que querem separar o Estado da Igreja excluindo todos os símbolos religiosos dos locais públicos


Grupo de católicos e evangélicos alerta sobre a perseguição ao cristianismo no Ocidente

O grupo Evangélicos e Católicos Juntos (Evangelicals and Catholics Together) elaborou um artigo para alertar sobre a falta de liberdade religiosa que tem ameaçado o cristianismo no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos, Canadá e na Europa, mesmo sendo países democráticos.



Intitulado de “Em defesa da liberdade religiosa” o texto tem como objetivo denunciar os ataques que os cristãos têm recebido, dizendo que se trata de uma “ameaça mundial” já que em muitos desses países as crenças religiosas estão sendo consideradas como intolerância.

“No Ocidente certas crenças religiosas agora são consideradas como intolerância, e os pastores enfrentam grande perigo, tanto cultural como jurídico, ao pregar a verdade bíblica”, diz trecho do texto que pode ser lido na íntegra no site First Things.


  Programa que ensina a Bíblia vira febre na Internet


O grupo Evangélicos e Católicos Juntos foi fundado em 1994 e é coordenado por teólogos, pastor, padres e educadores. Na época de sua criação a tema sobre liberdade religiosa estava em pauta, mas nos últimos anos o assunto tem sido esquecido e o objetivo do grupo e trazer à tona novamente as questões a esse respeito.



Eles citam as constantes ações que tentam separar o Estado da Igreja, apenas “esvaziando” os locais públicos de expressões religiosas. O grupo defende sim a separação, mas uma separação real.

“Não se pode exigir na base da separação de Igreja e Estado uma praça pública sem convicções religiosas e morais, já que a separação legal tem por objetivo proteger a liberdade de convicção, não o promover o exílio da religião da vida pública”, dizem os autores do texto.



A culpa é tanto dos cristãos como dos descrentes

Para eles os cristãos também são culpados por essa onda de manifestações que visam retirar nomes, faixas, símbolos e qualquer outra sinal de ligação religiosa de locais públicos. “Temos fracassado com frequência em querer viver esta liberdade, perseguindo a outras religiões e fazendo o uso de métodos coercivos de proselitismo”, diz o grupo.

Para tentar impedir que essa perseguição ao cristianismo aumente, eles propõem tanto aos crentes como aos descrentes que cumpram o papel de cidadão de forma igualitária no plano público para que o espaço real de liberdade e debate seja criado.

Traduzido e adaptado de Protestante Digital




Deixe seu comentário!