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Grupo islâmico decapita 10 pessoas em Moçambique, incluindo crianças

População teme novos ataques e diz não querer uma guerra religiosa no país


Cristãos moçambicanos
Cristãos moçambicanos protestam. (Foto: Reprodução / Euronews)

Dez pessoas foram decapitadas nesta segunda-feira em dois ataques de um grupo islâmico numa cidade do norte de Moçambique. Seu nome oficial é Al-Shabbab, mas não há comprovação que estão ligados ao homônimo que opera na Somália.

Os crimes aconteceram em povoações cristãs em locais remotos, no entorno da cidade Olumbi, na província de Cabo Delgado. No local não há eletricidade nem outras infraestruturas e a polícia conta apenas com o testemunho dos sobreviventes.

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O grupo armado invadiu duas aldeias e as mortes perpetradas pelos jihadistas foram marcadas pela crueldade. Moradores da região dizem que há um grande movimento de pessoas saindo das zonas rurais para a vila, em busca de segurança. Eles temem ser vítimas de novos ataques.

A maioria da população moçambicana é cristã, enquanto os islâmicos são 20%. Alguns cidadãos foram às ruas pedir providências das autoridades, dizendo não querer uma “guerra religiosa”, como já acontece em outros países do continente africano.

Uma investigação divulgada na última semana, concluiu que há pessoas usando o radicalismo islâmico para atrair seguidores, aos quais pagam um salário acima da média. O dinheiro é fruto de rotas de comércio ilegal de madeira, rubis, carvão e marfim, comuns naquela região.

O “novo Al Shabab” age em Moçambique desde outubro do ano passado, quando cerca de 30 homens atacaram três delegacias de Cabo Delgado. Desde então a violência se intensificou na região, com ações que causaram muitas mortes. Testemunhas calculam que sejam centenas, porém o governo nega que tenha perdido o controle.

Em uma operação em curso no país, pelo menos 300 muçulmanos foram presos e várias mesquitas foram fechadas, acusadas de radicalizar moradores. Com informações AFP

 



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