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Guatemala anuncia transferência de sua embaixada para Jerusalém

Presidente Jimmy Morales é evangélico e sofreu ameaças de países islâmicos


A Guatemala confirmou neste domingo (4) que irá transferir sua embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém dois dias depois da mudança que os EUA fizerem o mesmo. A expectativa é que os EUA abrirão a nova embaixada em Jerusalém dia 14 de maio, data do aniversário de 70 anos da independência de Israel.

O presidente guatemalteco, Jimmy Morales, que é evangélico, vinha sofrendo ameaças de retaliação no Congresso de seus país devido ao anúncio que os países árabes que importam seus produtos fariam um boicote. Mesmo assim, ele manteve sua promessa ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, quando anunciou o reconhecimento de Jerusalém como capital dia 24 de dezembro de 2017.

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“Eu gostaria de agradecer ao presidente (Donald) Trump por assumir a liderança nessa questão. Sua decisão corajosa nos estimulou a tomar a decisão certa”, disse Morales durante sua participação na conferência anual do Aipac, organização de lobby pró-Israel nos EUA, realizada em Washington.

Embora a decisão de Trump tenha sido condenada pela ONU, que defende a divisão de Jerusalém como parte do processo de paz entre israelenses e palestinos, a Guatemala permanece firme em seu apoio aos EUA e a Israel. Na votação realizada nas Nações Unidas em janeiro, que aprovou uma resolução condenando a declaração de Trump, os guatemaltecos foram um dos 9 países que permaneceram contrários. Foram 128 votos a favor.

“Nossa decisão evidencia o contínuo apoio da Guatemala a Israel”, continuou Morales em seu discurso na capital americana. “E temos certeza de que muitos outros países seguirão nossos passos”.

Falando ao jornal The Times of Israel após o discurso, Morales disse que estendia “um convite para outros países” para seguirem seu exemplo. Garantiu ainda que tem falado com representantes de países da América Latina sobre essa possibilidade, mas não revelou quais.

Em 1959, a Guatemala foi o primeiro país a abrir sua embaixada em Jerusalém, mas acabou mudando-a para Tel Aviv em 1980, após pressão da ONU pera que Jerusalém Oriental de tornasse capital de um futuro estado da Palestina. Com informações de The Times of Israel




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