23/07/2014 - 11:28

O que está por trás da guerra atual em Israel

ISIS está operando em Gaza em nome do califado


O que está por trás da guerra atual em Israel O que está por trás da guerra atual em Israel

Esse já é o pior conflito entre Israel e os territórios palestinos desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Já são mais de 600 palestinos mortos, incluindo uma centena de crianças.

Como sempre ocorre no Oriente Médio, os eventos de um país não ocorrem de forma isolada. A organização terrorista extremista Estado Islâmico, também conhecida por ISIS, está infiltrada em Gaza, tendo apoiado e incentivado o Hamas a iniciar o conflito no início de julho.

Enquanto as negociações de cessar-fogo estão paralisadas, as forças israelenses estão se mobilizando para uma invasão terrestre potencial do norte e do leste. Segundo sites especializados, como o Al Monitor, o ISIS está tentando unir todas as dezenas de facções islâmicas rivais que operam na região, sob a liderança do califado, que não reconhece as fronteiras políticas.

Seu desejo, desde o início, é retomar o território que um dia foi do Império Otomano, eliminando Israel e todos os não muçulmanos. Na Síria e no Iraque eles tem crucificado e decapitado cristãos.

O Hamas domina a Faixa de Gaza desde 2005, constantemente lançando foguetes contra Israel. Porém, o grupo terrorista Beit Al-Ansar Maqdis mudou seu nome para Al Dalwa Al-Islamia, que se traduz como “Estado islâmico”. No dia 10 de julho, em um vídeo do YouTube esse grupo afirmou ter lançado foguetes contra a cidade israelense de Bnei Netzarim.

Outro grupo terrorista, chamado Ansar Al-Dalwa al-Islamia (Defensores do Estado Islâmico), vangloriou-se na internet de ter lançado seus próprios foguetes um dia antes. Nos fóruns sobre jihad (guerra santa) mantido pela ISIS, existem detalhes dos ataques, comprovando que existe uma ligação entre eles.

Terrorista ISIS

Terrorista do ISIS.

Através do Twitter, pessoas que usavam a hashtag #ISIS anunciaram que estavam próximo de tomar Jerusalém, terceira cidade sagrada mais importante para o islamismo. No funeral de dois guerrilheiros islamitas mortos pelas Forças de Defesa de Israel na semana passada em Gaza, havia pessoas empunhando bandeiras negras e banners com o nome do ISIS.

De acordo com o jornal egípcio Al-Masry Al-Youm, as forças de segurança do Egito prenderam 15 terroristas do ISIS que tentaram entrar na Faixa de Gaza através do Sinai. O relatório oficial afirma que um grupo terrorista de Gaza ajudou o ISIS a realizar ataques contra civis egípcios. O que ficou mais evidenciado quando o governo egípcio propôs um cessar-fogo que foi rejeitado pelo Hamas. Também explicaria que por ter o apoio financeiro do ISIS, o Hamas pode ignorar também o pedido da Autoridade Palestina por um cessar-fogo.

O exército bem organizado do Estado Islâmico alega que tem acesso a armas nucleares e vontade de usá-las para “libertar” a Palestina de Israel como parte de sua “Primavera Islâmica”, segundo noticiou meses atrás o site WND.

O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, autoproclamado califa do mundo islâmico, tem visto sua popularidade crescer na internet, especialmente entre os jovens muçulmanos. Ao mesmo tempo, o Hamas parece estar perdendo o controle das dezenas de células jihadistas na Faixa de Gaza. Outro fato que colabora para isso é o discurso do ISIS de que o Hamas é “muito moderado” e não está fazendo o suficiente para destruir Israel. Essa radicalização tem preocupado o governo dos países vizinhos ao conflito, especialmente o Egito.

Há registros de que em meio aos conflitos do último mês, ocorreram manifestações de apoio ao ISIS, onde uma multidão gritava: “Khaybar, Khyabar, Ya Yahud, Jaish Mohamed Saya’ud!” [Ó judeus, o exército de Maomé vai voltar].

Este é um grito de guerra que muitos islâmicos gostam de cantar para lembrar os judeus da história da batalha ocorrida no ano 629, quando Maomé guerreou contra os judeus de Khaybar, um oásis no noroeste da Arábia. A batalha resultou na morte de muitos judeus, e as suas mulheres e crianças foram levados como escravos.  Com informações WND, Al-Monitor, Gatestone Institute e Jerusalém Channel