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Guerra na síria faz 8 anos e pastor lamenta o silêncio da igreja

Nadim Nassar pede que cristãos orem, mas também pressionem seus governos


Nadim Nassar
Nadim Nassar

Nadim Nassar, o único sacerdote anglicano que ainda vive na Síria está fazendo um alerta para a Igreja no Ocidente sobre o início do oitavo ano de guerra no país, que começou oficialmente em 15 de março de 2011.

Pelo menos um terço dos 18 milhões de sírios foram deslocados de suas casas e fugiram para outras partes do país ou buscaram asilo em países vizinhos, a maioria na Turquia. Uma pequena fração foi para nações ocidentais. O número de mortos é desconhecido, mas oscila entre 500 mil e 1 milhão.

Para Nassar, a postura da Igreja é “vergonhosa” por não estar “gritando e protestando” pedindo o fim da carnificina. “Infelizmente, estou com o coração partido em dizer isso… a comunidade internacional não está preocupada em resolver o problema na Síria. As pessoas não querem mais falar sobre isso porque só veem um grande desastre, inclusive os líderes da Igreja”, desabafou.

“A Igreja só está ajudando de forma humanitária, mas não é suficiente. Eu desafio a liderança da Igreja do Oriente e Ocidente a se posicionar. Onde estão os líderes da Igreja para se levantar e gritar e pressionar os políticos e dizer “já chega, parem o derramamento de sangue e parem esta guerra sem sentido?”, questiona Nassar.

O pastor acredita que, “Infelizmente, a nossa posição como Igreja é vergonhosa”. Em seu apelo, deixa claro que está falando da Igreja como um todo, não uma denominação. Afinal, em meio aos bombardeios, não importa qual religião a pessoa confesse, a morte chega para todos. Ele diz saber que há muitos movimentos de oração, mas que não existe uma ação prática nem de católicos, nem de protestantes nem de ortodoxos a nível global.

Nassar acredita que os poderes políticos não conseguirão achar uma solução para a guerra. Não é só o presidente Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia e pelo Irã que causa mortes. Do outro lado há vários grupos rebeldes islâmicos, que procuram derrubá-lo do poder, sendo apoiados pelos EUA e países europeus.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que pediu recentemente um cessar-fogo de ambos os lados descreveu a situação como “Inferno na Terra”. As Nações Unidas como instituição admitiu que são “sete anos de fracasso na interrupção da violência, sete anos de morte incessante e espantosa”.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos calcula que, no último ano, 10.204 civis foram mortos, incluindo 2.298 crianças e 1.536 mulheres. A UNICEF vem divulgando que apenas nos dois primeiros meses de 2018, 1.000 crianças foram mortas ou feridas, com o conflito se intensificando em algumas áreas, como a região de Ghuta Oriental, perto da capital Damasco.

Essa guerra tem sido absolutamente devastadora para o país e toda a região e o fim do Estado Islâmico mudou muito pouco o cenário. A conclusão de Nassar é que, se os cristãos não agiram agora, em breve poderá ser tarde demais. Com informações Christian Post



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