Hospital cristão atende soldados do Estado Islâmico no Iraque

Jihadistas são tratados com compaixão, “em nome de Jesus”


Hospital cristão atende soldados do EI

A notícia pode pegar a muitos de surpresa, mas quem conhece o ministério da Associação Evangelística Billy Graham sabe que ele possui um antigo trabalho na área de saúde, coordenado pela missão-irmã Bolsa do Samaritano, liderada por Franklin Graham.

Com a escassez de recursos na região de Mosul, Iraque, por causa da guerra na região, eles têm atendido centenas de pessoas feridas. Além dos moradores, nas últimas semanas começaram a aparecer soldados iraquianos e também jihadistas do Estado Islâmico pedindo ajuda.

“A Bolsa do Samaritano trabalha em mais de 100 países e estamos acostumado a servir os que nada tem. Por isso, sinto que tenho algo a dizer sobre esse assunto”, escreveu o pastor Franklin em sua página no Facebook.


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“Por exemplo, neste momento, nosso Pronto Socorro de Trauma, em Mosul, no Iraque, está cuidando de cristãos e muçulmanos, civis feridos – sejam homens, mulheres ou crianças – muitos dos quais foram baleados pelos soldados do Estado Islâmico enquanto fugiam. Ao mesmo tempo, estamos tratando dos soldados do EI, muitos deles gravemente feridos”, acrescentou.

Fazendo jus ao nome do ministério, os missionários ajudam quem precisa, sem fazer distinção. “Nossas equipes médicas fazem cirurgia, tratam das feridas e demonstram a todos o mesmo tipo de compaixão cristã, ajudando-os em nome de Jesus. Estamos ajudando milhares de refugiados todos os dias em vários países. Como na história do Bom Samaritano que Jesus contou na Bíblia, ajudamos aqueles que foram feridos e estão caídos”, asseverou.

O hospital improvisado da Bolsa do Samaritano abriu em janeiro, quando a situação já estava insustentável devido ao grande número de feridos e mortos no combate entre jihadistas e as foras iraquianas e seus aliados estrangeiros.

De acordo com o The Christian Post, nos primeiros dias foram atendidos cerca de 100 pacientes, todos com ferimentos potencialmente fatais. A ideia original é manter o local aberto durante os próximos seis meses, explicou o Dr. Elliott Tenpenny, diretor do hospital.

“Nós vivemos e trabalhamos em um lugar difícil”, afirmou. “Você acorda e vai dormir com o som de artilharia pesada e de tiroteio ao nosso redor, mas nos sentimos protegidos. Não há nenhum incidente específico que me faça ter medo, embora estejamos perto de uma zona de guerra e ouvimos enquanto os combates se desenrolam aqui ao lado e sabemos o que as pessoas estão passando nessas áreas “.




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