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Igreja Católica critica Israel e defende palestinos

Patriarcado Latino da Terra Santa diz que cristãos deveriam protestar contra Israel


Igreja do Santo Sepulcro
Pierbattista Pizaballa, líder da Igreja do Santo Sepulcro. (Foto: AFP)

O Patriarcado Latino em Jerusalém divulgou nesta segunda-feira uma declaração oficial onde critica a recém-aprovada “Lei do Estado-nação” de Israel. O Patriarcado, que representa a Igreja Católica Romana na Terra Santa, conclamou todos os cristãos do país a protestarem contra o que chama de “discriminação”.

“A lei que qualifica Israel como Estado-Nação do povo judeu é discriminatória e causa profunda preocupação”, afirma o texto. Reclama ainda que Israel “se abstém de assegurar garantias constitucionais para os direitos das minorias nativas e outras que vivem no país. Os palestinos cidadãos de Israel, 20% da população, são excluídos de maneira flagrante”.

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Para os católicos, a nova lei “envia um sinal inequívoco aos cidadãos palestinos de Israel, dizendo que não estão em casa neste país”. O Patriarcado reclama ainda que foi violada a Resolução 181 das Nações Unidas, que estabeleceu o Estado de Israel e a Declaração de Independência de Israel.

O desejo dos líderes católicos é que os cristãos protestem contra a lei. “Os cidadãos cristãos de Israel têm as mesmas preocupações que quaisquer outras comunidades não-judaicas com relação a esta lei. Convocamos todos os cidadãos do Estado de Israel que ainda acreditam no conceito básico de igualdade entre os cidadãos da mesma nação, para expressar sua objeção a esta lei e os perigos que emanam dela para o futuro deste país”, disse.

A lei determina oficialmente que “Israel é a pátria histórica do povo judeu e eles têm um direito exclusivo à autodeterminação nacional”. Ressalta que sua única capital é “Jerusalém unificada” e o hebraico sua língua oficial, enquanto reduz o árabe à condição de “idioma com status especial”. Ela não proíbe nenhuma manifestação religiosa.

Assim que foi aprovada pelo Parlamento, a legislação passou a ser criticada sobretudo pelos árabes que vivem no país. O governo de Israel alega que era necessário preservar as características judaicas e democráticas do país, que desde o início foi concebido para ser um estado judeu. Com informações de Times of Israel



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