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Igreja Católica da China jura lealdade ao Partido Comunista

Críticos classificam acordo como uma venda aos interesses do governo


Liu Yong Wang
Padre católico Liu Yong Wang realiza comunhão na China. (Foto: File Photo)

Representantes da Igreja Católica da China reafirmaram neste domingo (23) sua lealdade ao Partido Comunista. Um acordo histórico sobre a nomeação de novos bispos foi celebrado pelo Vaticano no sábado.

Assim, o regime passa a ter voz decisiva na nomeação de todos os bispos na China. Há anos esse impasse dividia os cerca de 12 milhões de católicos da China. Coexistiam uma “igreja clandestina”, que mantinha-se leal ao Vaticano e a Associação Patriótica Católica, controlada pelo Estado. Oficialmente, essa distinção deixará de existir.

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A Igreja Católica na China afirma no seu site oficial que “vai perseverar em seguir um caminho adequado a uma sociedade socialista, sob a liderança do Partido Comunista Chinês”. Diz ainda que “ama profundamente a pátria” e “sinceramente endossou” o acordo. A expectativa é que as relações entre a China e o Vaticano melhorem a partir de agora.

Os críticos, alguns dentro da própria Igreja Católica, classificaram a decisão como uma venda aos interesses do governo. Por sua vez, o Vaticano declara que o acordo “não é político, mas pastoral”, e acredita que levará todos os católicos chineses “à plena comunhão”.

O cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, declarou que os oito bispos ordenados sem chancela do papa “foram readmitidos à plena comunhão eclesial”.

Parolin declarou ainda que “a assinatura de um Acordo Provisório entre a Santa Sé e a República Popular da China sobre a nomeação dos bispos é de grande importância, especialmente para a vida da Igreja Católica na China e para o diálogo entre a Santa Sé e as Autoridades civis daquele país, mas também para a consolidação de um horizonte internacional de paz, neste momento em que vivemos tantas tensões em nível mundial”. Com informações de Reuters e Vatican News



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