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Igreja cria cerimônia de “rebatismo” para transexual que muda de nome

Nascida Rose, Peter agora será pastor auxiliar


Rose Beeson e Tracie Bartholomew
Rose Beeson e Tracie Bartholomew

Muitas histórias bíblicas contam como Deus mudou os nomes dos fiéis para reconhecer suas “novas identidades”. Abrão se tornou Abraão e sua esposa Sarai, Sara, em Gênesis. Nos evangelhos, Simão passou a ser Pedro.

Essa é a justificativa para a Igreja Luterana St. Matthew Trinity, na cidade de Hoboken, Nova Jersey ter criado uma cerimônia de “renomeação” de um transgênero. Nascido Rose Beeson, ela agora quer ser conhecida como Peter Beeson.

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Rebatizada de Peter pela bispa Tracie Bartholomew, responsável pelo Sínodo de Nova Jersey, Peter recebeu o batismo por aspersão, na tradição luterana, formalizando assim sua nova identidade diante dos membros da igreja.

Formada em teologia como Rose era uma pastora auxiliar desde 2014. Agora como Peter irá continuar exercendo o pastorado naquela igreja. Ela disse que sua renomeação demonstrava a “expansividade da compaixão de Deus”.

“A cerimônia ofereceu uma oportunidade … de mostrarmos ao mundo que há cristãos fiéis que apoiam as pessoas LGBT e passar uma mensagem que se opõe ao medo e ao ódio que são prevalecentes hoje”, disse Beeson ao HuffPost. “Particularmente para as pessoas que estão tentando encontrar sua identidade de gênero ou orientação sexual, isso nos proporcionou a oportunidade de dizer que Deus os ama e que todas as pessoas são criadas à imagem de Deus”.

A St. Matthew Trinity faz parte da Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA), uma denominação protestante que aceita membros e líderes LGBT.

Daniel Stoll, um membro do conselho da igreja, classificou a cerimônia de “linda”, mas admitiu que eles vêm recebendo muitas críticas. Desdenhou da importância dos comentários, dizendo que esses cristãos “pensam que podem julgar no lugar de Deus” e insistiu que “Os gays e trans  têm os mesmos direitos dos demais, pois Deus não cometeu um erro quando os criou assim”.

 

 



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