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Igrejas mudam de nome e investem em mídia social para atrair os mais jovens

Resultados mostram que estratégia deu resultado


Grace Capital City
Grace Capital City, uma congregação de maioria jovem que se reúne na Igreja dos Peregrinos. (Foto: Facebook)

O Grupo Barna divulgou uma pesquisa no início desse ano mostrando que 35% dos adolescentes se identificam como “ateus, agnósticos ou sem religião”, um índice que surpreendeu os especialistas.

Nos Estados Unidos, onde o cristianismo mostra-se “estagnado” em termos numéricos e “em declínio” nas grandes cidades, algumas igrejas decidiram fazer mudanças drásticas na tentativa de atrair os mais jovens. O alvo primordial são os milenials, nascidos entre meados das décadas de 1980 e 1990. Estudos recentes mostram que para alcançar esse público, as marcas estão precisando se reinventar. Esse movimento também é identificado no Brasil, embora em menor escala.

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Cidade da Verdade

Por exemplo, a tradicional Igreja Batista Parkway, em Kansas City, passou a se chamar “City of Truth” [Cidade da Verdade]. Quando o pastor Armour D. Stephenson assumiu a congregação, ela tinha “despencado” de 300 para 85 membros. Ao longo do último ano, a congregação cresceu para cerca de 1.000 membros.

Grande parte desse sucesso, garante Quincee Jackson, diretor de ministérios da Cidade da Verdade, foi resultado de “mudanças drásticas”, incluindo o estilo da música, a aposta em séries de sermões, maior presença nas mídias sociais, a eliminação de regras de vestimenta, e cultos mais curtos, não passando de 90 minutos.

“Aposentamos nossos ternos e adotamos nossas camisetas e jeans. Dissemos que nossa mensagem seria melhor se fôssemos mais autênticos”, explica Jackson. A maioria dos novos membros é parte dos milenials.

Ele explica ainda que a maioria dos antigos membros aprovou as mudanças. “Apostamos em passar aos membros uma visão clara e convincente do que estava em jogo, se não fizéssemos essas mudanças. Vidas estão em jogo e tudo que cresce passa por mudanças.”

Capital da Graça

Já a Grace Capital City [Capital da Graça], começou como um grupo dento da Igreja dos Peregrinos, uma presbiteriana fundada em 1903. Seus cultos no templo de estilo gótico construído em 1929 abrigam hoje um público que é 80% formado por milenials.

O pastor Chris Moerman diz que a visão sempre foi reunir pais e filhos, mas que a maioria dos membros era de idosos. “Nossa visão é ser uma congregação multigeracional, afinal cada geração precisa da outra para encorajamento, discipulado e apoio”, ressalta.

Ele conta que “estamos continuamente orando para que Deus levante mães e pais espirituais em nossa igreja e que Deus nos abençoe com pessoas de todas as faixas etárias, pois todos são importantes para o Corpo de Cristo”. A presença nas redes serviu como um ‘megafone’ para sua mensagem.

Sua igreja também passou por mudanças antes de começar a atrair um outro tipo de público e voltar a crescer. “Eu atribuo esse crescimento ao estímulo de relacionamentos genuínos, uma espiritualidade vibrante expressa através de culto, do ensino e da vida em comunidade, e uma paixão em mostrar às pessoas a obra que Deus tem para suas vidas. Queremos um impacto não apenas no culto de domingo, mas algo que levem para sua vida cotidiana”, acrescentou Moerman.

A Mesa

Com o curioso nome de The Table Church [Igreja da Mesa], a congregação pastoreada por Kevin Lum tem uma história diferente. Ela teve início em 2013, não sendo uma derivação de uma igreja já existente. Surgida em plena “era da internet”, eles apostam em uma abordagem focada num público acostumado com a alta velocidade das informações, mas que padece do isolamento causado pela imersão no mundo virtual.

“Na The Table, somos apaixonados por Jesus, criamos ministérios valorizando os dons das pessoas e os capacitamos a colocar esses dons em prática. Também nos divertimos, amamos nosso pessoal e estamos focados em criar uma experiência comunitária em todas as nossas atividades. Tudo isso com a geração do milênio, mas acho que todos têm fome da mesma coisa: autenticidade”, analisa Lum.

O crescimento anual da igreja tem ficado na média de 20% e atualmente conta com cerca de 400 membros. “Não estávamos preocupados em alcançar somente os jovens, pois essa não seria uma visão centrada no Evangelho”, explicou o pastor.

Porém, ele diz que o pastoreio dessa geração exige uma abordagem diferente. Uma das principais características é a necessidade de “transparência”. “Nós mostramos as movimentações financeiras regularmente e investimos para que as ofertas dos nossos fiéis causem impacto em nossa comunidade”, explica. Com informações Christian Post



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