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“Igrejas que apoiam casamento gay precisam se arrepender”, afirma evangelista

Líder acredita que o discurso politicamente correto está se tornando uma espécie de "idolatria"


Rico Tice
Rico Tice

Durante a conferência do GAFCON em Jerusalém, o evangelista britânico Rico Tice deu um testemunho de grande impacto. Ex-membro de uma equipe que preparava uma grande campanha de evangelização no Reino Unido, sua opção foi se desligar quando soube que não poderia falar contra a homossexualidade.

Ordenado pela igreja anglicana, a maior do seu país, ele afirma que a postura do arcebispo Justin Welby, líder mundial da Igreja Episcopal Anglicana foi uma “profunda decepção”. “Eu choro pelos líderes que deram as costas à autoridade das Escrituras”, afirmou Tice. Advertiu ainda que “Deus irá retirar seu Espírito dessa instituição a menos que os anglicanos se arrependam de seus pecados”.

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Segundo ele, durante um encontro mundial de líderes da denominação, um bispo nigeriano repreendeu os ingleses pelo seu pecado de apoiar que homossexuais ativos sejam aceitos como membros e também ordenados como sacerdotes na denominação. Para ele, esse foi um claro recado da parte de Deus.

Tice revela que o discurso do politicamente correto está se tornando uma espécie de “idolatria”, sobrepujando a autoridade da Palavra. “Se a comunhão anglicana não se submeter [às Escrituras], o Senhor nos abandonará. Eu acho que a mensagem do momento é “escute, o Espírito se afastará da igreja anglicana tradicional, a menos que nos submetamos às Escrituras e nos arrependamos de nossos pecados e chamemos os membros para fazerem isso”, assegura.

“Estou falando como um evangelista, alguém que passou os últimos 30 anos tentando ganhar os perdidos. Estou aqui porque sei que não há poder no evangelismo a menos que você esteja submisso às Escrituras”, arrematou.

Narrando o momento em que decidiu abandonar o Grupo de Trabalho de Evangelismo da cúpula anglicana, ele explica que debateu com o bispo Paul Bayes, que aprova as relações de pessoas do mesmo sexo.

“Eu não poderia me submeter à liderança dele. Eu tive que deixar o comitê. O bispo e eu seguimos religiões diferentes quando se trata de falar sobre o ensino claro das Escrituras sobre a sexualidade humana. Eu acho uma grande maldade dizer às pessoas que estão no caminho da destruição que está tudo bem, ensinar que elas não enfrentarão a ira de Deus quando se sabe [que isso ocorrerá]”, destacou.

O evangelista diz que é preciso lembrar a diferença entre “tolerância” e “permissividade”, algo que em muitas igrejas acabou se tornando sinônimo.

Apesar de sua decepção, o evangelista diz que muitos dentro da igreja anglicana não abandonaram o evangelho de Jesus e, mesmo sendo minoria, estão dizendo ao seu povo “vamos manter o ensino das Escrituras”.

Divergências no Brasil

No início deste mês, o Sínodo Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) aprovou mudanças em seus cânones, passando a permitir casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Foram 57 votos a favor e apenas 3 contrários.

Porém, assim como outras denominações, existe uma ala tradicional e conservadora. Aqui ela se chama Igreja Anglicana no Brasil, cujo Bispo Primaz é Miguel Uchoa.

Surgida em 2005, o motivo da divisão foi justamente a maneira de ver as relações homoafetivas. A denominação emitiu uma nota onde reforça sua posição sobre o casamento bíblico e lamenta a decisão dos demais grupos anglicanos. Com informações Premier Christianity



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