Irã ameaça “destruir totalmente” as maiores cidades de Israel

Aviso foi transmitido pela televisão estatal iraniana


Ahmad Khatami
Ahmad Khatami faz seu sermão durante a cerimônia de oração na sexta-feira em Teerã, Irã.(Foto: AP / Ebrahim Noroozi)

Um importante clérigo islâmico disse nesta sexta-feira, durante transmissão do canal de televisão estatal, que o Irã destruirá a segunda e a terceira maiores cidades de Israel, caso seu governo agisse “imprudentemente”. A capital Jerusalém, a mais populosa, seria poupada por que é considerada sagrada pelos muçulmanos.

Ahmad Khatami afirmou durante as orações do dia sagrado islâmico: “iremos expandir o número de mísseis apesar da pressão do Ocidente para impedir isso. Israel precisa saber que, se atuar imprudentemente, Tel Aviv e Haifa serão totalmente destruídas”.

Parte de seu discurso foi para justificar os ataques: “Nada temos a ver com a bomba nuclear, pois nossa política é de contenção. Visando isso, o poder de mísseis do Irã está crescendo a cada dia para que Israel não possa dormir, temendo nossa força”.

O clérigo também criticou o presidente Donald Trump por ter retirado os EUA do acordo nucelar, assinado por Obama em 2015. Citando também os países europeus que permanecem como avalistas do acordo, disparou “Não podemos confiar nos inimigos do Irã”.

As ameaças vieram após as Forças de Defesa de Israel terem realizado um ataque aéreo a posições do Irã na Síria como resposta aos cerca de 20 mísseis disparados por militares iranianos a partir do território sírio.

Rússia recua

A fúria do Irã deve-se também ao fato de que a Rússia não irá mais vender ao governo da Síria os avançados mísseis terra-ar S-300.

Vladimir Kozhin, assessor do presidente russo, Vladimir Putin, e responsável por supervisionar a assistência militar da Rússia a outros países, divulgou a decisão após a visita desta semana a Moscou do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Ele vinha pedindo publicamente que Putin não negociasse os mísseis, temendo que fossem usados contra Israel. Mês passado, a Rússia havia dito que forneceria as armas ao presidente sírio, Bashar al-Assad, depois de ataques militares ocidentais contra a Síria. Com informações Times of Israel





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