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Irã condena pastores a 8 anos de prisão por “atentarem contra a segurança nacional”

Eskandar Rezaei e Soroush Saraei lideram uma igreja e distribuem Bíblias


O Irã vive dias conturbados, com manifestações desde o final de 2017, que deixaram mais de 50 mortos e pelo menos 3500 presos. Em meio a isso, dois pastores foram julgados e condenados a 8 anos de prisão, cada, por atentarem “contra a segurança nacional”.

Na verdade, Eskandar Rezaei e Soroush Saraei foram detidos por distribuir Bíblias, pregar o evangelho e liderarem uma igreja caseira. Mas o tribunal iraniano voltou a condená-los. Ambos já haviam sido presos em outras ocasiões, sempre pelo mesmo motivo.

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Soroush tinha uma acusação adicional de “fraude”, por emitir uma “carta de dispensa” aos membros de sua igreja que não queriam assistir as aulas de estudos islâmicos.

Os dois pastores foram ouvidos em uma audiência no tribunal em 28 de dezembro de 2017, na 4ª Divisão do Tribunal Revolucionário de Shiraz. Baseado na lei sharia, que proíbe a prática de qualquer religião além do islamismo, o juiz os condenou a 7 anos de prisão por “ação contra a segurança nacional” e 1 ano por proselitismo e organização de reuniões não autorizadas em sua casa. Ambos vão apelar das sentenças, mas não têm expectativas de revertê-las.

Eskandar foi preso em julho de 2017 em sua casa, onde várias centenas de Novos Testamentos foram confiscados. Soroush também foi preso em julho, por proselitismo. Ambos pagaram fiança e foram libertados cerca de 3 meses depois. Ambos também já haviam cumprido sentença entre 2012 e 2015, por causa da evangelização.

O anúncio da prisão dos pastores ocorre em um momento em que os líderes da Revolução Islâmica culpam – sem provas – as manifestações de grupos “blasfemos” que “atacam a essência islâmica” da República.

Apesar das medidas repressivas, o cristianismo está crescendo entre os iranianos. Com informações de Middle East Concern

 



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