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Irã está criando uma guerra religiosa, afirma Netanyahu

Primeiro ministro de Israel pede ação contra o país, Merkel fala em diplomacia


Benjamin Netanyahu e Angela Merkel
Benjamin Netanyahu e Angela Merkel. (Foto: Tobias SCHWARZ / AFP)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve nesta segunda-feira em Berlim durante a sua breve estadia na Europa visando pedir “pressão internacional contra o Irã”.

Ele afirmou que o objetivo de Teerã era criar uma guerra religiosa em larga escala no Oriente Médio. Para isso, está usando a Síria como uma porta de entrada para atacar Israel.

Durante uma coletiva de imprensa em conjunto com a chanceler Angela Merkel, voltou a ficar claro que os dois países possuem opiniões discrepantes sobre o Acordo Nuclear com o Irã. Netanyahu garantiu que a interferência das tropas iranianas na região representa uma ameaça para a segurança de Israel. Denunciou também que já existem na Síria pelo menos 18.000 soldados xiitas, vindos do Afeganistão e do Paquistão.

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O premiê israelense insistiu que já está em curso uma guerra religiosa, onde os muçulmanos “moderados” estão sendo radicalizados e a consequência será uma nova onda de refugiados sobre a Europa. “O Irão precisa se retirar totalmente da Síria”.

Merkel disse que as atividades militares do Irã e seus mísseis balísticos na região são preocupantes, mas que a Alemanha não tomará providências imediatas.

“Estamos unidos quando se trata de não permitir que eles tenham um arsenal nuclear. Defendemos que Israel tem direito a se defender. Atuaremos de maneira diplomática contra o programa de mísseis iranianos e contra as operações iranianas na Síria. A influência do Irã na região é preocupante”, declarou a chanceler.

Por sua vez, Netanyahu lembrou que Israel compartilhou com a Alemanha grande quantidade de informações secretas, que conseguiu obter por meio dos serviços de inteligência israelenses que atuam em Teerã.

O primeiro-ministro repetiu que o Irã é “o maior perigo” contra Israel e lembrou da declaração odiosa feita ontem pelo aiatolá Ali Khamenei, que chamou o Estado judeu de “tumor canceroso” e que a principal necessidade é “extirpá-lo.”

Questionado sobre a questão palestina, Natanyahu disse que as manifestações na fronteira com Gaza são frutos da “crise humanitária criada pelo Hamas”. Ao mesmo tempo, Merkel lembrou que a Alemanha está firmemente comprometida com a “solução de dois Estados”.

Após a visita a Berlim, Netanyahu viajou para Paris, onde se encontrará com o presidente francês Emmanuel Macron para discutir a questão do Acordo Nuclear com o Irã e sua interferência na região do Oriente Médio. Nos próximos dias fará o mesmo em Londres, na Inglaterra, onde deve reunir-se com a primeira-ministra britânica Theresa May. Com informações Haaretz




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