16/06/2014 - 13:00

Organização terrorista que crucifica cristãos quer formar seu próprio país

Estado Islâmico prega a sharia, o ódio aos cristãos e o fim de Israel


Organização terrorista que crucifica cristãos quer formar seu próprio país Organização terrorista quer formar seu próprio país

Abu Bakr al Baghdadi, hoje este homem é considerado o mais perigoso terrorista do mundo. Para muitos é “o novo bin Laden”. Contudo, sua organização que responde pelo nome de Estado Islâmico, nascida no seio da Al Qaeda atualmente opera de forma independente, sendo muito, muito mais radical.

Seu objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque e na Síria. Nas principais notícias relacionadas com a guerra civil na Síria esse nome aparece repetidas vezes. Acredita-se que a Estado Islâmico controle centenas de quilômetros quadrados ao longo da costa mediterrânea da Síria até o sul do Iraque. Suas conquistas mais recentes incluem Mosul, segunda maior cidade do Iraque, o que tem forçado uma forte reação das tropas americanas.

O que mais chama atenção na ação coordenada do EI é sua tentativa de estabelecer um Estado islâmico, que se estenda por toda a região onde atua. Ou seja, se for bem sucedida, formará uma nação islâmica sobre solo que anteriormente pertencia a Iraque e Síria. Seria o primeiro país do mundo criado por uma organização terrorista.

Para assegurar seu sucesso, o Estado Islâmico impõe a lei islâmica (sharia) nas cidades que controla. Meninos e meninas devem ser separados na escola; obriga as mulheres a usar o véu (niqab) em público. Os tribunais ignoram as leis não religiosas, a música é proibida e o jejum é obrigatório durante o período de Ramadã.

Em 2006 eram algumas células terroristas. Oito anos depois, o grupo militante mais perigoso do mundo não poupa ataques contra cristãos, tendo crucificado vários deles na Síria.

Sabe-se que al Baghdadi ficou quatro anos em um campo de prisioneiro de guerra dos americanos no Iraque e que possui Ph.D. em estudos islâmicos na Universidade Islâmica de Bagdá. Para as agências de contraterrorismo ocidentais, sua estratégia é a combinação de fanatismo religioso com organização disciplinada. Sua biografia oficial afirma que ele seria da linhagem do profeta Maomé.

Muitos de seus irmãos e tios são pregadores muçulmanos e professores de língua árabe, retórica e lógica. Aos poucos tem conseguido atrair (e absorver) outras facções da Al Qaeda na região.

A ambição desse grupo religioso-político é servir de modelo de nação islâmica e influenciar todas as demais na região. Entre suas ameaças está um ataque a Israel. O sucesso do Estado Islâmico tem atraído para as suas fileiras milhares de combatentes estrangeiros tanto voluntários quanto mercenários. Isso permitindo-lhe continuar no controle de parte da Síria enquanto se prepara para sua grande ofensiva no Iraque.  Suas operações incluem atentados suicidas e ataques às forças de segurança em várias regiões ao mesmo tempo.

Segundo uma análise do Grupo Soufan, especializado em questões políticas “o Estado Islâmico tornou-se, indiscutivelmente, a organização terrorista mais eficaz e implacável no mundo. Agora desafia a autoridade de dois dos maiores estados no Oriente Médio, e tem atraído um número significativo de combatentes, e não apenas do Iraque e da Síria, mas também da Arábia Saudita e outros países árabes, incluindo a Jordânia.” Ciente disso, os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 10 milhões pela cabeça de Baghdadi. Com informações CNN