Islamofobia deve ser considerado “crime contra a humanidade”, pede presidente turco

Argumento de Erdogan é comparação com antissemitismo


Islamofobia é "crime contra a humanidade", diz Erdogan

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, esteve em visita oficial aos EUA na semana passada. Em entrevista à rede CNN, ele criticou os países europeus por não escutarem suas advertências sobre os terroristas. Também afirmou que os cidadãos judeus que vivem na Turquia estão seguros.

Contudo, é inegável o crescimento alarmante de antissemitismo na Turquia e em toda a Europa. Sobre esse tema, Erdogan fez uma declaração contundente: “Eu sou um dos primeiros líderes políticos a declarar oficialmente que antissemitismo é um crime”.



E completou: “Espero também uma declaração oficial de que islamofobia também é um crime contra a humanidade. A islamofobia está aumentando nos países ocidentais e este é um desafio que todos precisamos superar juntos”.

O presidente turco lembrou que existe um aumento no número de cidadãos europeus que fugiram de seus países para se juntar ao Estado Islâmico (ou ISIS). “Dezenove dos 22 países de onde vieram combatentes do ISIS são membros da União Europeia. Isto é muito significativo. Por este motivo precisamos formar uma forte aliança com estados membros da UE”.

A visita de Erdogan aos EUA na semana passada incluiu um encontro com líderes da comunidade judaica em Washington. O objetivo seria “suavizar” a relação da Turquia com Israel, ambos aliados dos Estados Unidos. O jornal turco Sabah afirmou que “Erdogan e os convidados reiteraram sua vontade de reforçar a cooperação e a comunicação, apesar das diferenças entre os dois países”.



Essa aproximação de Erdogan com Israel diante da comunidade internacional chama atenção por causa do histórico do presidente. É possível que seja apenas para agradar sobretudo aos americanos que vivem uma situação complicada na Síria. Ao mesmo tempo, a Turquia patrocinou a construção de uma mesquita gigantesca em solo americano.

No passado, o presidente turco, que já foi primeiro-ministro do país, mostrava animosidade em relação ao Estado judeu. Já falou inclusive em invadir Israel.




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