Israel pede interferência dos EUA e da Rússia após ataques do Irã

Netanyahu diz que Irã está usando a Síria na tentativa de "destruir" Israel


Israel pede interferência dos EUA e da Rússia após ataques do Irã

Após a invasão de seu território por um drone iraniano vindo da Síria e a resposta “em larga escala”, atacando 12 posições militares no país vizinho, Israel diz sinalizou que deseja a interferência dos EUA e da Rússia no conflito que pode escalonar rapidamente para a guerra.

A resposta americana indicou seu apoio pleno ao direito de Israel de se defender contra ameaças. O porta-voz do Pentágono Adrian Rankine-Galloway deixou claro que “O Departamento de Defesa (EUA) não participou dessa operação militar”, mas que “Israel é o nosso parceiro de segurança mais próximo da região e apoiamos plenamente o direito inerente de Israel de se defender contra ameaças ao seu território e ao seu povo.”

Também enfatizou que “compartilhamos as preocupações de muitos em toda a região de que as atividades desestabilizadoras do Irã que ameaçam a paz e a segurança internacionais e buscamos maior determinação internacional para combater as atividades malignas do Irã”.

Moscou, por sua vez, disse que estava seriamente preocupada com os últimos acontecimentos na Síria. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu que “todos os lados exerçam moderação e a evitem ações que possam levar a uma complicação ainda maior da situação”. Porém, deixou claro que apoia os iranianos e o governo da Síria, seus aliados militares na guerra que já dura sete anos: “É necessário respeitar incondicionalmente a soberania e a integridade territorial da Síria e de outros países da região”.

Munido de dados da inteligência e imagens de satélite, Israel atacou instalações militares na  da Síria várias vezes nos últimos anos, visando principalmente depósitos de armas do Irã batalha e comboios de armas enviadas para o Hezbollah, grupo militar libanês apoiado por Teerã.

Perto da fronteira norte de Israel há uma forte presença de soldados vindos do Irã e  do Líbano. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu várias vezes declarou que não irá permitir que sua segurança seja comprometida por ataques vindos da Síria.

“Israel está buscando a paz, mas continuará a se defender de forma decisiva de qualquer ataque… Eu adverti mais de uma vez sobre o perigo da presença militar do Irã na Síria. O Irã está se esforçando para usar o território da Síria para sua agressão contra Israel e alcançar seu objetivo abertamente declarado de nos destruir”, afirmou Netanyahu à imprensa neste sábado (10).

Ameaças de guerra

Ao conseguir derrubar pela primeira vez um caça de F-16 israelense, líderes iranianos e do Hezbollah subiram o tom, fazendo novas ameaças. Especialistas interpretaram discursos como ameaças de guerra.

O presidente do Irã Hassan Rouhani fez um discurso incisivo, com uma mensagem clara a Israel, declarando: “Se um país pensa que pode conseguir os resultados desejados aumentando o terrorismo, interferindo nos assuntos de outros países ou bombardeando seus vizinhos – está enganado”.

Acrescentou que seu país estava mais forte que nunca no Oriente Médio, dizendo que tem o apoio de outros países, mas sem citá-los. “Hoje criamos uma cooperação tripla, quádrupla e até quíntupla na região, e vemos essas relações contribuírem para o controle dessa área”.

O vice-líder da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Hossein Salami, ameaçou Israel e os EUA, dizendo que “o Irã poderia destruir todas as bases militares americanas na região e transformar o regime sionista em um inferno”.

O Hezbollah também se manifestou dizendo que a derrubada do avião de combate israelense é “o início de uma nova etapa estratégica” e criticou Israel por “apoiar organizações terroristas e interferir na crise síria com agressão”. Com informações de The Times of Israel e Ynet News




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