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Israelense recria os presentes dos magos para Jesus

Estudioso garante que consegue reproduzir os aromas originais


As plantas aromáticas que deram origem aos presentes entregues pelos reis magos a Jesus estão sendo cultivadas por um empresário israelense. Ele disse que pretende comercializar os bálsamos terapêuticos e o incenso em larga escala no futuro.

Segundo Mateus 2:11, o menino Jesus foi presenteado com fragrâncias agradáveis ​​e caras. Os sábios vindos do Oriente entregaram “ouro, incenso e mirra”, mas ninguém sabe ao certo como eram esses aromas exatamente.

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Resgatando uma tradição milenar, após muito estudo Guy Erlich decidiu cultivar essas plantas raras para fins comerciais. Em sua fazenda, no deserto da Judeia, ele possui uma estufa experimental. “Eu me vejo como um Mago moderno”, disse ele à agência Reuters.

“Decidi me concentrar nas plantas que não são mais usadas como eram nos tempos da Bíblia. Essas plantas tinham propriedades medicinais e foram usadas por tantos anos, que acredito ser meu dever restaurar seu uso”, assegura.

O incenso era queimado e sua fumaça fazia parte de diferentes rituais religiosos naqueles tempos. Era retirado de uma seiva leitosa da árvore boswellia, chamada Frankincense. A mirra (Commiphora myrrha) é uma árvore espinhosa, muito comum no Oriente Médio e no norte da África. As plantas de onde ambos são extraídos também podem servir como matéria-prima para bálsamos, cataplasmas e perfumes.

Questionado sobre o ouro, a explicação de Erlich é que não era o metal preciso, mas sim à resina amarelada do que também é conhecido como ‘Bálsamo de Gileade’, uma mistura aromática que remete a cítricos, que ele também cultiva em sua fazenda. Segundo o empresário, que afirma ser um estudioso das Escrituras, esse bálsamo era usado como o óleo para ungir os reis bíblicos.

Os arqueólogos ouvidos pela Reuters dizem não acreditar que isso proceda, mas que essa ligação do “ouro dos magos” com o bálsamo foi popularizada por alguns autores evangélicos.

O estudioso do cristianismo Yisca Harani explica que pode ser plausível pelo menos literariamente, que a tradução da palavra “ouro” possa não ser “exata”. “Talvez fosse o precioso Bálsamo de Gileade. Essa passagem pode ser uma declaração que aqueles eram os perfumes típicos das profecias de Deus, representando os dons da terra”. A mirra, por exemplo, também é mencionada na Bíblia como um ingrediente do ‘óleo de unção’ e usada no tabernáculo (Êx 30:23-25).

O professor Shimshon Ben Yehoshua, do Centro de Pesquisa Agrícola Volcani e da Faculdade de Agricultura da Universidade Hebraica, diz que as plantas de Erlich são provavelmente as mesmas que as cultivadas na antiguidade. “O incenso e a mirra eu acredito que são semelhantes aos que cresciam em Israel no passado. Mesmo que existissem muitas espécies, acredito que a seleção dele [Guy Erlich] tenha chegado ao resultado desejado”, explicou ele à Reuters.

Alheio aos questionamentos, Guy Erlich garante que já tem muitos cristãos interessados em adquirir sua produção, mas ele garante que há judeus praticantes que se emocionaram com a perspectiva de recriar os incensos que eram queimados no Templo em Jerusalém.

Segundo Erlich testemunha: “Ao longo dos anos, consegui reunir uma coleção de plantas bíblicas raras, usadas como cosméticos e também de uso medicinal. Entendi que existem plantas interessantes em minha coleção, com um potencial para beneficiar a humanidade”. Com informações Jerusalém Post



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