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Jovens brasileiros são menos religiosos que seus pais

Pesquisa mundial indica que declínio na afiliação à instituições religiosas é característica desta geração


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Uma pesquisa do Instituto Pew Research publicada esta semana indica que os jovens adultos (menos de 40 anos) têm menos probabilidades de estarem ligados a uma religião. Em muitos países há um grande contraste com a geração anterior. Esse declínio não é só na Europa e na América do Norte, como indicavam outros levantamentos similares.

O perfil estabelecido nos 106 países pesquisados indica que os mais jovens têm uma probabilidade significativamente menor de se considerar “religioso” em comparação aos seus pais, por exemplo. Essa diminuição na afiliação é claramente observada na Europa – em 22 dos 35 países. Mas também é uma constante na América Latina, onde se aplica em 14 dos 19 países (incluindo o Brasil). Nos dois casos a confissão majoritária sempre foi o cristianismo.

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A região com menos mudança de uma geração para outra é o Oriente Médio e Norte da África, onde predomina o islamismo. Lá, não foi identificado nenhum país onde os jovens sejam menos religiosos que seus pais.

Chama atenção que os únicos dois países onde os jovens são mais religiosos são Chade e Gana. As nações africanas são exceções ao padrão identificado em todo o mundo.

Numa análise mais cuidadosa do perfil dos países latinos (incluindo o Caribe), percebe-se que o Uruguai e a República Dominicana são onde existem as maiores diferenças.

Os dados revelados pela Pew mostram como, globalmente, adultos com menos de 40 anos têm menos probabilidade de dizer que a religião é “muito importante” em suas vidas.

Olhando para grupos religiosos específicos, metade (50%) dos jovens cristãos dos países pesquisados responderam desta maneira, em contraste com 56% dos que pertencem ao grupo etário mais velho.

Por outro lado, a diferença entre muçulmanos mais jovens e mais velhos em média é de 3 pontos percentuais, com 76% daqueles com menos de 40 anos e 79% com idades entre 40 e mais velhos dizendo que a religião é muito importante.

Outro aspecto identificado no levantamento é que os jovens são menos propensos a frequentar encontros religiosos que os mais velhos. Isso ocorre em 53 dos 102 países pesquisados, enquanto o oposto é verdade em apenas três: Libéria, Ruanda e Armênia.



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