Liga árabe oferece paz a Israel em troca de território para Palestina

Inciativa tem apoio de ONU, que pede união do “mundo árabe”


Liga árabe oferece paz a Israel em troca de território para Palestina

Teve início nesta quarta-feira (29), a 28ª cúpula da Liga de Estados Árabes. Realizada este ano na Jordânia, perto do Mar Morto, o evento teve a participação do o secretário-geral das Nações Unidas António Guterres.



A primeira decisão dos líderes dos países de maioria islâmica foi que eles estão prontos para uma reconciliação histórica com Israel. A condição para a paz é que o estado judeu retire-se das terras que reconquistou na guerra de 1967. Na prática, isso significa dividir Jerusalém e sair dos assentamentos na Judeia e Samaria.

A proposta apresentada no encontro dos países árabes tem o aval da ONU. Durante a abertura da cúpula, Guterres pediu a união dos 21 países representados, afirmando que as divisões internas “alimentaram o sectarismo e terrorismo”.


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Também reiterou que o reconhecimento de uma Palestina independente, na solução dos dois estados, é a “única solução” para o conflito. “Precisamos parar todas as tentativas de nos impedir de seguir esse caminho”, afirmou.



Defendeu que os esforços para o fim das guerras civis na Síria, Iêmen e Líbia não deveriam ser uma distração da “necessidade de curar a mais antiga ferida aberta na região: a difícil situação do povo palestino”.

Em seguida, condenou os assentamentos judeus em territórios disputados, classificando-os de “ilegais” e apelando para que Israel pare imediatamente as construções.



Em sua fala, o rei Abdullah II da Jordânia declarou que “Não haverá paz nem estabilidade na região sem os dois Estados, da Palestina e de Israel”. Também afirmou que esse permanece sendo um tema central no Oriente Médio.

A postura de árabes e do representante da ONU é um ataque frontal ao que propôs no mês passado o presidente dos EUA, Donald Trump, que vem apostando em uma solução “alternativa” que resultaria em um grande acordo de paz. Com informações de ABC e Jordan Times




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