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Liga Mundial Islâmica exige fim do “discurso de ódio” contra muçulmanos

Organização quer promover “solidariedade global” entre as religiões


Mohammed al-Issa
Mohammed al-Issa, líder da Liga Mundial Islâmica. (Foto: Reuters/Nael)

Fundada em 1962, a Liga Mundial Islâmica (LMI) é uma das muitas organizações religiosas criadas por líderes muçulmanos para a promoção dos ensinamentos do Alcorão em todo o mundo.

Sempre concentrou seus esforços em países ocidentais onde havia um grande número de residentes muçulmanos, como Reino Unido, Alemanha e França.

Com o crescimento explosivo do número de imigrantes na Europa, a LMI está exigindo que a Europa aumente “seus esforços para integrar os muçulmanos e erradicar o discurso de ódio religioso”. O líder da Liga, Mohammed al-Issa, declarou à Reuters que “os países [ocidentais] precisam melhorar os programas de assimilação e criminalizar o ódio e o desprezo pelos adeptos do Islã, porque isso ameaça a segurança da comunidade”.

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Sem dar detalhes específicos, o saudita disse que sua agência está desenvolvendo “programas educacionais que podem enfrentar com coragem e força todas as formas de extremismo”. O problema é que a LMI é conhecida por ser um promotor ativo da ideologia fundamentalista da Arábia Saudita (wahabismo), que seus críticos alegam ser a base da violência jihadista em todo o mundo.

Além de encorajar os seguidores do islã a serem mais religiosos e promover a “solidariedade global” entre os muçulmanos, a Liga também investe pesado para a conversão de ocidentais ao islamismo.

O anúncio recente de al-Issa dá conta que a LMI irá investir milhões de dólares para “combater o extremismo erroneamente rotulado como islamismo e o extremismo oposto, conhecido como islamofobia”. Segundo ele, ambos são “forças do mal que ameaçam a segurança global”.

Parte da cultura

Uma das maneiras como o empenho da LMI já demonstra resultados é uma mudança no discurso político de lideranças europeias. Durante uma mesa redonda na última semana de março, a Comissão Europeia reuniu-se com dez imãs europeus vindos de seis Estados-Membros da União Europeia (Bélgica, Bulgária, França, Alemanha, Itália e Holanda).

Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia, afirmou que esse tipo de diálogo faz parte das discussões sobre o futuro da Europa. Em comunicados de imprensa após a reunião afirmou: “Estamos fortemente empenhados em promover a diversidade na Europa. O Islã faz parte da nossa história, o Islã é parte do nosso presente e o Islã fará parte do nosso futuro”. Com informações Breitbart



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