MENU

Mãe de crianças estupradas e mortas é presa, acusada de ser cúmplice

Pastora Juliana Salles tinha conhecimento dos abusos, afirma juiz


Pastora Juliana Salles
Juliana foi convocada pelo senador Magno Malta, que preside os trabalhos da CPI. (Foto: Carlos Alberto Silva)

O caso envolvendo o pastor Georgeval Alves, acusado pela polícia de ter estuprado e matado o filho e o enteado num incêndio criminoso, ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (20).

A pastora Juliana Salles, mãe dos irmãos Kauã, 6 anos, e Joaquim, de 3 anos, foi presa na cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, após mandado expedido pelo juiz André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares. Ele acredita que o casal alterou a cena do crime juntos.

Leia mais

“Os denunciados, após os fatos, se dirigiram até a casa, jogaram vários objetos no quarto das crianças e retiraram quase todos os objetos da mesma, inclusive lençóis e demais roupas de cama, entregando-­os a terceiros para serem lavados”, argumenta o magistrado na decisão.

Na última segunda-feira (18), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo contra Juliana e o pastor Georgeval Alves. A promotora Rachel Tannenbaum, da 2ª Promotoria Criminal – crimes dolosos contra a vida – de Linhares, responsável pelo caso, afirma que Juliana tinha conhecimento dos abusos que as crianças sofriam e assumiu o risco ao deixá-las sozinhas com George, como era mais conhecido. Isso caracterizaria omissão por parte da pastora.

A promotora explica que George irá responder na justiça por: dois homicídios qualificados; dois estupros de vulneráveis; dois crimes de tortura; e fraude processual por ter alterado a cena do crime. Isso faria dela cúmplice.

Embora Juliana não estivesse em casa no dia do crime, foi indiciada por dois homicídios; dois estupros de vulnerável; e também por fraude processual. Presa no estado vizinho, ela foi transferida para o Espírito Santo e ficará numa prisão de Colatina.

Após perícia realizada por especialistas nos aparelhos celulares de Georgeval e Juliana, foi constatado que o casal trocou fotos dos irmãos Joaquim e Kauã machucados. Em uma troca de mensagens entre o casal, após Georgeval ser intimado a prestar esclarecimentos para a Polícia Civil, Juliana disse: “não estou preparada para dar errado”.

O juiz afirma em sua decisão que o casal liderava a Igreja Ministério Batista Vida e Paz e buscava uma ascensão religiosa e aumento expressivo na arrecadação de valores por fieis. Por essa finalidade, segundo o magistrado, Georgeval ceifou a vida dos menores Kauã e Joaquim para se utilizar da tragédia em seu favor.

Até o momento os advogados de defesa da pastora Juliana não se pronunciaram sobre a prisão. Com informações de Gazeta  e Folha Vitória



Assuntos: , ,


Deixe seu comentário!

Mais notícias