Maldição Apostólica: Agenor Duque roga praga em desafeto

Ele lançou um desafio para provar que é homem de Deus e não um falso profeta


Maldição Apostólica: Agenor Duque roga praga em desafeto

O apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, voltou a ser destaque nas redes sociais por conta de um vídeo antigo onde ele amaldiçoa quem o chama de falso profeta.

Visivelmente nervoso com alguém que havia lhe ofendido, o apóstolo resolveu fazer um desafio: “Você diz que verá minha queda… Então, se eu sou um profeta de Baal, é três dias: ou Deus me abate e abate a minha casa, ou a ira do Senhor virá contra ti”, diz.
O religioso pede para que Deus pese a sua vida com a de seu opositor para saber quem está ou não mentindo e ainda amaldiçoa que tem “blasfemado contra o ungido de Deus”. “Se eu sou um falso profeta, você saberá […] Diz o Senhor: você está amaldiçoado agora”.



O vídeo é de 2014, mas foi compartilhado por muitas pessoas nos últimos dias, evangélicos e teólogos que entendem a falta de base bíblica para esta comparação e para a maldição.

Muitos internautas resolveram aceitar o “desafio” e afirmaram que Agenor Duque é falso profeta para verem se morreriam em três dias ou se continuariam vivos, como de fato aconteceu.

Se ao gravar o vídeo o apóstolo queria “amedrontar” seus desafetos, ele acabou ampliando a lista de quem não acredita na sua pregação recheada de simbolismos e ligações com o Velho Testamento.



O teólogo Gutierres Fernandes Siqueira comentou a maldição liberada pelo líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus. “Alguém que amaldiçoa outros só prova mais uma vez ser um falso profeta. Esse cara nunca ouviu falar da cruz de Cristo? Absolutamente não! Sabe o pior? O apóstolo Duque não é um excêntrico isolado, pelo contrário, ele possui muitos amigos no mundo evangélico.”

O pastor Renato Vargens comentou sobre o caso dizendo que estava surpreso por ver “pragas evangélicas” e diz que amaldiçoar quem não concorda com suas pregações é uma ação comum entre alguns líderes evangélicos.



“Em nome de Deus, tais pessoas rogam ‘pragas e desgraças’ para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus desejos e vontades”, disse Vargens.

O líder da Igreja Cristã da Aliança lembra que esse tipo de retórica é comum entre os pastores que não aceitam ser confrontados. “Em certas igrejas discordar do ensino do pastor significa ‘tocar no ungido do Senhor’ e quem o faz, comete rebeldia. Aliás, a palavra ‘rebeldia’ tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada”, escreveu.

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