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Marcelo Crivella: “Não passo um dia sem citar a Bíblia”

Prefeito do Rio não vê problema em usar princípios cristãos para tomar decisões políticas


Prestes a completar seu primeiro ano à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), 60 anos, vem recebendo críticas por ter cortado verbas da Parada Gay e do Carnaval. Segundo seu gabinete, a prioridade são investimentos em saúde e educação.

Engenheiro de formação, ficou nacionalmente conhecido por ser bispo da Igreja Universal e ter uma carreira bem-sucedida como cantor gospel. Ex-senador e ex-ministro da Pesca, ele herdou uma “bomba-relógio” da gestão anterior, em um Estado prestes a decretar falência.

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Em entrevista à revista VEJA, o prefeito diz que as críticas são injustas. Ele ganhou o apelido de “prefeito sumido”, por não buscar constantemente a atenção da imprensa. Crivella se justifica: “sou primeiro a chegar à prefeitura todos os dias às 7 da manhã. Agora, não sou um homem que veio para estar nos holofotes do palco. Faço política discretamente. Esse é o meu estilo”.

Em quase todas as suas decisões, foi acusado de misturar política com religião. Por exemplo, vetou a exposição Queermuseu no Rio alegando que ela fazia “profanação de símbolos de culto”. Sua resposta é direta: “as pessoas que me elegeram exigem de mim respeito a todas as religiões”.

Contudo, ele acredita que é só uma questão de coerência. Definindo-se como conservador, lembra que “os fundadores do Estado americano — Thomas Jefferson, George Washington, John Adams — eram homens de oração que, no entanto, jamais tentaram doutrinar. Propagaram princípios e valores cristãos altamente benéficos para a sociedade”.

Finalizou dizendo que não vai negar sua fé: “leio a Bíblia desde os 9 anos e não passo um dia sem citá-la. O problema não é misturar política e religião, mas sim Estado e Igreja”. Com informações de Veja




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