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Marina busca apoio de pastores, mas não defende bandeiras evangélicas

Caio Fábio aposta que apoio à pré-candidata da Rede “vai crescer avassaladoramente”


Marina Silva
Marina Silva em discurso para indústria. (Foto: André Carvalho/CNI)

Ao contrário do que muitas vezes é colocado pela mídia, o eleitorado evangélico é fragmentado e um pastor ou denominação não fala por todos desse segmento. A pré-candidata a presidente da República, Marina Silva (REDE), reuniu-se na noite desta sexta-feira (13), com líderes de igrejas que não veem representatividade na bancada evangélica do Congresso.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o encontro seria para tentar gerar um contraponto a Jair Bolsonaro (PSL), que tem a simpatia de parte dos evangélicos. A ex-senadora pelo PT falou durante o debate sobre a reforma política, encabeçado pelo movimento “Reforma Brasil”.

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Entre os pastores estavam representantes presbiterianos, batistas e luteranos que já apoiaram Marina em eleições anteriores.

“Tenho a felicidade de ter o voto de evangélico, voto de católico, voto de espírita, voto de quem crê e voto de quem não crê. Porque eu me dirijo aos cidadãos brasileiros e respeitando a fé de cada um e, sobretudo, não negando também minha identidade”, afirmou a pré-candidata.

Marina foi aplaudida quando se posicionou contrária a proposta de armar os cidadãos. Ela declarou ainda que concorda com o manifesto do movimento, que pede o fim do foro privilegiado, e sugeriu um plebiscito para consultar a população sobre o tema.

Também se posicionou favorável ao voto distrital misto e disse que defende mandatos de 5 anos para presidente da República sem reeleição. Ao responder perguntas de líderes na plateia, disse ser contra convocar uma nova assembleia constituinte.

“Marina é trégua”

O reverendo Valdinei Ferreira, da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo, um dos responsáveis pelo “Reforma Brasil” é amigo da pré-candidata. Ele diz ver nela e no empresário João Amoêdo (Novo) as alternativas para a renovação política na próxima eleição.

Seu grupo também critica os políticos que usam títulos religiosos como “pastor” e “missionário” para fazerem suas campanhas para chegarem em Brasília. No seu entendimento, seria necessário apresentar à sociedade outras propostas defendidas no meio cristão, que não estão limitadas a temas morais.

O pastor Ed René Kivitz, líder da Igreja Batista de Água Branca, que é conselheiro de Marina, estava no evento. Ele diz que ela é a melhor alternativa contra a polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e os outros candidatos da esquerda.

“Ela é uma trégua para um país divido”, sentenciou.

Já Caio Fábio d’Araújo Filho, da igreja Caminho da Graça, em Brasília, declarou ao Estadão acreditar que Marina vai crescer no meio dos evangélico com o voto do que chama de “cristão silencioso”, que não falam sobre isso nas redes sociais.

“Os que apoiam o Bolsonaro apoiam por razões simplistas, são pessoas profundamente homofóbicas”, disparou o pastor. “O pessoal que entende, pensa e escolhe sem fanatismo

não é minion da Marina, são pessoas modestas e tranquilas, uma multidão enorme que vai crescer avassaladoramente nos próximos dois meses”, aposta.



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