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Marina sobre perda de apoio evangélico: “Não uso púlpito como palanque”

Candidata deu entrevista ao canal evangélico Gênesis


Marina Silva
Marina Silva discursando na Assembleia de Deus.

Nesta quinta-feira (13), a candidata à Presidência pela Rede, Marina Silva, gravou um programa de entrevistas no canal evangélico Gênesis TV. Como esperado, foi questionada sobre sua posição em relação ao aborto.

Sabidamente, as lideranças evangélicas acreditam que Marina, que é missionaria da Assembleia de Deus, deveria ser clara em relação ao tema. No início da entrevista, a candidata foi avisada que mais da metade das perguntas enviadas pelos telespectadores eram sobre o aborto.

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A primeira pergunta foi bem direta: “Muitos dizem que não vão votar em você porque você, como cristã, defende o aborto. Explica melhor para seus eleitores indecisos”. A candidata reiterou que pessoalmente é contra, mas que defende um plebiscito para discutir a questão nacionalmente.

“Como sou contra o aborto, tenho defendido que essa questão não seja decidida só pelos 513 deputados. Mas o presidente da República não convoca plebiscito, quem convoca é o Congresso. Pelas minhas convicções éticas, filosóficas e religiosas sou contra o aborto”, lembrou.

Complementou dizendo: “Que se trabalhe os meios para que a mulher não lance mão de uma medida extrema, como o planejamento familiar. Sou a favor da vida, da vida em abundância”.

Outro tema abordado foi a perda de apoio nas pesquisas entre os evangélicos. Segundo o Ibope, ela caiu de 15% para 10% junto a este segmento. A candidata da Rede minimizou: “Não uso o palanque como púlpito, nem o púlpito como palanque”.

Mesmo assim mostrou ter confiança: “Se Deus quiser, estaremos no segundo turno”. O programa vai ao ar na próxima segunda-feira, às 13h30.



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