30/08/2014 - 12:53

“Marina Silva é a nossa melhor chance”, defende Caio Fábio

Pastor volta a fazer campanha para a candidata


“Marina Silva é a nossa melhor chance”, defende Caio Fábio "Marina Silva é a nossa melhor chance", defende Caio Fábio

Toda vez que o nome de Marina Silva, atualmente no PSB, é associada aos evangélicos, surgem críticos e defensores quase na mesma proporção. Figurando bem nas últimas pesquisas, tem suas posturas analisadas minuciosamente pela mídia.

Em seu programa Papo de Graça, veiculado na internet, Caio Fábio fez uma defesa da candidatura de Marina, com quem convive há anos. Entre outras considerações, afirmou: “Marina Silva é a nossa melhor chance”. Ele já havia apoiado Marina em 2010.

“Marina é uma das crentes pentecostais mais extraordinárias que eu já conheci. Ela crê no Espírito Santo, é piedosa, de oração, é amante da Palavra”, afirmou. Durante os quase dez minutos que falou sobre a candidata a presidente, que é evangelista da Assembleia de Deus, ressaltou que os evangélicos estão divididos, com diferentes grupos apoiando Dilma e pastor Everaldo.

Defendeu que os “evangélicos” não votam em Marina, mas que seguem a orientação dos seus pastores, apoiarão outros candidatos.Tentou fazer uma diferenciação entre a “candidata Marina” e “evangélica Marina”. Afirmou que Marina não é abortista, mas que não tem como os partidos fugirem do tema. Tecendo vários elogios a ela, afirma que ela não é “nem de direita nem de esquerda”.

Caio Fábio acredita que os evangélicos precisam acordar “do seu sono, da sua loucura e da sua estupidez e do seu ‘abonsaisamento’ de pensamento reducionista e abjeto”.

Suas posturas políticas já lhe custaram bem caro no passado. Em 1998, Caio Fabio foi denunciado pelo PT de ter participado da produção e venda de uma série de documentos, o chamado dossiê Cayman, em que provaria a existência de contas e empresas secretas do então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e de outros políticos do PSDB, nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal do Caribe.

Teve sua vida revirada pela Polícia Federal. Em 2011, foi condenado em 1ª instância pela Justiça Eleitoral, a quatro anos de prisão. Acabou sendo posteriormente inocentado com os depoimentos das vítimas do dossiê Cayman.

Confira: