Merkel avisa Israel: “Fim do acordo nuclear do Irã levará à guerra”

Chanceler alemã ligou para Netanyahu, alertando sobre as consequências da saída dos EUA do acordo.


Angela Merkel e Benjamin Netanyahu
Angela Merkel e Benjamin Netanyahu

O Oriente Médio irá mergulhar em uma guerra devastadora se o governo Trump retirar os EUA do acordo nuclear com o Irã, afirmou a chanceler alemã Angela Merkel. Na noite desta terça-feira (20), ela ligou para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para alertá-lo.

Reeleita este mês para seu 4º mandato como líder de uma das maiores potências do mundo, Merkel procurou Netanyahu para discutirem o futuro do Plano de Ação Conjunto Integrado (JCPOA), mais conhecido como o “acordo nuclear do Irã”.

O presidente dos EUA Donald Trump vem sinalizando sua disposição a se retirar do acordo – assinado por Obama em 2015 – se os aliados europeus não quiserem alterar alguns dos principais componentes do acordo – uma posição fortemente apoiada pelo líder israelense.

Segundo o Israel National News, Merkel quer que Netanyahu convença Trump de não mudar os planos, pois o fim do JCPOA provavelmente resultará em grande conflito regional, uma vez que o Irã vem reiterando suas ameaças nas últimas semanas.

Quando os dois líderes se encontraram pela última vez pessoalmente, em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundo de Davos, na Suíça, a chanceler já havia alertado Israel que a Alemanha está acompanhando de perto a situação.

Os signatários europeus do JCPOA, disse Merkel, não estão dispostos a apoiar as mudanças no acordo exigidas pela administração Trump e pelo governo israelense.

O presidente Trump, um crítico de longa data do JCPOA, demitiu o secretário de Estado Rex Tillerson no início deste mês, em grande parte por causa da postura de Tillerson sobre a manutenção do acordo nuclear com o Irã. Seu substituto, Mike Pompeo, no passado afirmou que se opunha aos termos do JCPOA.

A menos que o presidente americano mude de ideia, as sanções dos EUA contra o Irã serão retomadas no dia 12 de maio.

O pior negócio da história

Desde que assumiu a presidência, Trump vem chamando o acordo nuclear de “O pior negócio da história”.

Entre as críticas estão questões não relacionadas à energia nuclear, como o programa de mísseis balísticos do Irã e a crescente influência da república islâmica no Oriente Médio.

Quando foi assinado em 2015, o acordo entre o Irã e o P5 + 1 (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha), Teerã se comprometeu a desmantelar seu programa nuclear em troca do fim de uma série de pesadas sanções internacionais. Também seriam “descongelados” bilhões de dólares em ativos iranianos.

Desde então o Irã tem permissão para fazer “pequenas atividades nucleares” e usar seus estoques de urânio com fins medicinais e para pesquisa. Contudo, Israel vem denunciando que os iranianos continuam enriquecendo urânio. Eles teriam o suficiente para a produção de “centenas de bombas” pelos próximos 10 anos. Com informações Sputnik News




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