Milhares de pessoas se entregaram a Cristo após ataques terroristas, no Egito

Líderes cristãos dizem que mídia do Ocidente "não vê e não ouve" o que ocorre no país


Cristãos egípcios
Cristãos egípcios

Diversos líderes cristãos do Egito revelam que “multidões” estão se entregando a Cristo após os ataques às igrejas no ano passado. Vendo a perseguição que os crentes sofrem e mesmo assim permanecem esperançosos, fez muitos muçulmanos ficaram interessados em saber mais sobre a fé deles e acabaram se convertendo.

O reverendo Sameh Hanna, pastor da Igreja Evangélica do Cairo, lembra que no último domingo fez um ano dos atentados a duas igrejas, na Páscoa do ano passado. As bombas que explodiram nos templos deixaram 45 mortos e 126 feridos.

“O ânimo dos cristãos que vivem no Egito está em alta. Não porque nossa situação seja boa ou ruim. Na verdade, temos dois tipos de notícias. As mais comuns são as terrenas, que são muito tristes e desencorajadoras, sobre mortes e ataques aqui ou ali”, disse Hanna.

“Mas também há novidades celestiais. Sabemos o que está acontecendo espiritualmente. Vemos coisas que nem todos estão vendo. Vemos coisas das quais você não está ouvindo. Vemos uma multidão chegando ao conhecimento de Cristo e isso nos traz alegria”, enfatiza, lamentando que mídia do Ocidente “não vê e não ouve” o que ocorre no país.

O pastor Andrea Zaki Stephanous, presidente da Comunidade Protestante do Egito, acrescentou que os crentes estão cientes de mais ameaças de ataques do grupo terrorista Estado Islâmico ou de outros extremistas contra suas igrejas. Porém, isso não os impede de continuar celebrando os cultos.

Ele testemunha: “Sabemos que a qualquer momento alguém pode vir com uma bomba e teremos um novo massacre. A cada dia só podemos confiar em Deus e seguir em frente”.

“Aguardamos a ressurreição dos mortos”

O padre Kyrillos Fathy estava na igreja copta de São Marcos – uma das que foi atacada no ano passado – e disse que escapou por pouco, pois acabara de sair do local quando o homem-bomba se explodiu.

“Mesmo que tenha sido algo muito terrível e nos deixou emocionalmente vulneráveis, acreditamos na promessa da Bíblia de que tudo coopera para o bem”, ensina.

Na celebração de Páscoa da Igreja Ortodoxa neste domingo (7) a igreja estava lotada, apesar da lembrança do horror que a maioria daquelas pessoas testemunharam em 2017.

Há registros da congregação cantando entusiasticamente o Credo de Nicéia, que diz: “Cremos na Igreja una, universal e apostólica, reconhecemos o batismo para remissão dos pecados; e aguardamos a ressurreição dos mortos e a vida eterna”.

David Curry, presidente da missão Portas Abertas, disse ao The Christian Post na época que, apesar da dor e do trauma, os cristãos estão firmes em sua fé. “Os coptas são um grupo inspirador que apesar te viverem sob grande pressão por causa de sua fé continuam fortes e realmente mostrando o amor de Jesus em face de grande oposição”, disse Curry. Com informações Christian Post




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