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Missionário preso na Coreia do Norte revela que evangelizou guarda

“Os milagres de Deus ainda acontecem e a oração continua sendo muito importante", testemunha Kim Hak-Song.


Kim Hak-Song
Kim Hak-Song. (Foto: Reprodução)

Em maio de 2017, o missionário Kim Hak-Song estava em um trem, voltando para Dandong, na China, a cidade que faz fronteira com a Coreia do Norte, quando membros do serviço de segurança o prenderam.

O governo o acusou de atos hostis contra a Coreia do Norte e os guardas justificaram a prisão com a alegação de terem provas contra ele. Para sua surpresa, quando perguntou a seus captores que “atos hostis” ao governo ele teria cometido, foi informado de que seu crime era a oração.

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Assim com os outros dois obreiros cristãos libertados no mês passado, Song trabalhava na Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang, uma escola fundada por evangélicos e frequentada pelos filhos da elite norte-coreana.

Nascido na China, filho de pais coreanos, Kim Hak Song migrou para os Estados Unidos em meados da década de 1990, onde frequentou o seminário.

Durante um culto na Igreja Oriental Mission, em East Hollywood, California, ele testemunhou como era sua vida na prisão norte-coreana. Sua decisão de ir para a Coreia do Norte, como professor, teve a bênção da sua igreja.

Seu pastor, Peter Joo, explica que “sempre oramos por segurança, pois sabemos o que está acontecendo naquele país”. O missionário Song negou que tenha violado as leis norte-coreanas sobre religião. Mas os representantes do governo lhe mostraram a cópia de um e-mail que ele enviara aos membros da Igreja Oriental Mission pedindo que rezassem pelo povo da Coreia do Norte. Eles também tinham fotos comprovando que ele havia liderado a oração com um grupo de pessoas.

À Igreja, Song disse que não foi torturado durante o período de mais de um ano que passou na prisão, mas passou por muita “dor e luta”. Mesmo assim, isso não acabou com sua fé.

Durante seu tempo preso, um dos guardas pediu para o pastor escrevesse sobre o cristianismo. Ele explica que começou com Gênesis, o primeiro livro da Bíblia: “Fiquei feliz por ter conseguido compartilhar a mensagem de Deus com aquele homem”, conta.

O missionário passava muito tempo em oração na sua cela, confessando seus pecados e intercedendo em favor de sua família. No dia em que foi libertado, pensou que estava simplesmente sendo transferido de cela.

Os guardas disseram-lhe para recolher os seus pertences e perguntaram se havia mais alguma coisa de que ele precisava. A resposta: a sua Bíblia.

Ao entrar no avião de volta para os EUA, após saber que sua libertação era um pedido do presidente Donald Trump, ele afirmou que tinha convicção que “Deus estava andando com a gente.”

O missionário disse que a igreja não poderia duvidar. “Os milagres de Deus ainda acontecem”, afirmou durante seu sermão. “E a oração continua sendo muito importante”. Com informações Christian Post



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