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Na China, bandeiras do país substituirão cruzes nas igrejas

Com a justificativa de reforçar a consciência nacional no país, Xi Jinping trava uma verdadeira guerra contra o cristianismo


Igreja de São José em Pequim
Igreja de São José em Pequim. (Foto: Getty Images)

As igrejas na província chinesa de Jiangxi receberam um aviso das autoridades para que retirem suas cruzes. Segundo a liderança do país, no lugar das cruzes no alto dos prédios deverá ter uma bandeira do país e a imagem do presidente Xi Jinping no interior.

Conforme um comunicado do governo, o objetivo é “assimilar religiões na sociedade chinesa”. Jinping quer “fortalecer a consciência do respeito pela bandeira”, um símbolo da adoção do comunismo em 1949, e “reforçar a consciência cívica da população”.

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Desde que o presidente assumiu o cargo, em 2013, os avisos começaram a ser dados aos cristãos. No ano seguinte, a primeira cruz foi retirada do topo de uma igreja, na aldeia de Wuxi, por policiais. Um membro que tentou recolocá-la foi detido e interrogado por 10 horas.

“A cruz é a glória dos cristãos. Meu coração doeu ao saber que o governo quer retirar a cruz”, lamentou um cristão na época. A medida foi proposta pelos chefes dos principais grupos religiosos do país, pertencentes às associações budista, taoísta, islâmica e católica.

O objetivo é reforçar a consciência nacional. “Colocar a bandeira em locais religiosos encoraja o fortalecimento da consciência nacional e cívica dos fiéis e cria um senso de comunidade da nação chinesa”, dizia um comunicado emitido após a reunião dos líderes religiosos.

O cenário na China é de guerra contra o cristianismo. Nos últimos meses, cerca de 100 igrejas foram fechadas pelo governo, na província de Henan. “À medida que o presidente Xi Jinping se estabelece como líder vitalício da China, nossa liberdade está desaparecendo”, disse Gina Goh, líder chinesa da ONG Internacional Christian Concern.

Especialistas acreditam que essa é a maior perseguição contra os cristãos na história da China, que experimentou um aumento de 700% na última década. Com informações Protestante Digital



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