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Na ONU, Vaticano defende solução de dois Estados como “único caminho” para a paz

Desde 2015 a Santa Sé já reconhece a Palestina como nação


Israel e Palestina
Bandeiras de Israel e Palestina.

Em meio aos graves confrontos entre o Exército de Israel e as forças do grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza esta semana, a Santa Sé insistiu diante da ONU para que se apresse a “solução de dois Estados”. A divisão definitiva da Terra Santa, com uma nação para os palestinos seria o “único caminho”.

Foi isso que defendeu Dom Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé na Assembleia Geral da ONU. Em seu discurso, ele reafirmou o apoio incondicional da Santa Sé “à solução de dois Estados como o único caminho recorrível a longo prazo para enfrentar o problema do povo palestino exilado”.

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Auza insistiu que “É necessário reorientar os nossos esforços para que, finalmente, seja possível voltar às negociações efetivas” entre os dois lados da disputa.

O reconhecimento da Palestina como nação pela Santa Sé ocorreu em 2015. O papa Francisco já teve vários encontros com o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e no ano passado permitiu que fosse aberta uma embaixada palestina no Vaticano. Por sua vez, a ONU não reconhece a existência de uma nação palestina independente, conferindo a ela o status de “observadora” nas Assembleias-Gerais da organização.

Solução de dois estados

Em seu discurso ante a ONU, Dom Bernardito Auza pediu que “a comunidade internacional assuma um compromisso de que todos os povos, incluindo os palestinos, possam celebrar e usufruir dos direitos fundamentais aprovados na Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Ele não fez comentários sobre os atentados terroristas perpetrados contra cidadãos israelenses.

A posição do papa Francisco em relação a Israel é conhecida. Recentemente criticou a posição do governo israelense, que se nega a entregar a porção Oriental como capital de um futuro Estado da Palestina, algo defendido pelo pontífice em outras ocasiões. Contrariando séculos de história, ele se reuniu com lideranças islâmicas no último ano para debater o “status” da cidade, considerada sagrada por judeus, cristãos e muçulmanos.

A proposta de dois Estados independentes e soberanos com fronteiras reconhecidas por ambas as partes foi apresentada pela primeira vez na ONU em 1947. Entretanto, a proposta falhou devido à oposição dos países árabes sobre as fronteiras propostas.

Apesar de diferentes acordos assinados ao longo dos anos, alguns com apoio da ONU, a questão de Jerusalém sempre foi o grande empecilho para um acordo de paz final. Para Israel, ela é sua capital eterna e indivisível.



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