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Número de pastoras cresceu “exponencialmente”, indica estudo

Índice de "pastoras", "missionárias" e "bispas" é maior em denominações pentecostais


pastoras no Brasil
Pastoras no Brasil. (Foto: IstoÉ)

A dra. Eileen Campbell-Reed, do Seminário Teológico Batista no Kansas (EUA), publicou um relatório estatístico este mês. Ela explica que o objetivo era preencher uma lacuna sobre dados relacionados ao clero feminino. Há pelo menos 20 anos que esse tipo de levantamento não era feito.

A equipe de Campbell-Reed contatou diversas denominações, utilizou dados disponíveis on-line e teve acesso aos registros da Associação de Escolas Teológicas nos EUA e no Canadá. “Eu queria entender como ocorreu o progresso das mulheres em posições de liderança da igreja”, explica a pesquisadora.

Na década de 1960, o sociólogo Wilbur Bock divulgou um levantamento mostrando que apenas 2,3% das lideranças eclesiásticas dos EUA eram do sexo feminino. Segundo Campbell-Reed, a ordenação de mulheres “explodiu” na década de 1970 e só cresce desde então.

Em 2017, comprova seu relatório, as mulheres já ocupavam 20,7% das posições de liderança o nos EUA, ainda que nem todas as denominações ordene missionárias, pastoras ou bispas. O maior aumento ocorreu entre as igrejas tradicionais, onde o percentual do clero feminino quase triplicou desde 1994.

“No ano passado, a porcentagem média de pastoras nas denominações tradicionais era de 27%, mostram os relatórios denominacionais“, indica o levantamento de Campbell-Reed. Atualmente, mulheres estão pastoreando igrejas em quase todas as grandes denominações. A exceção fica com a Convenção Batista do Sul.

“Um número muito alto de mulheres abandonou suas igrejas de origem para se tornarem líderes em outras denominações”, ressalta o estudo. O índice de pastoras é maior em grupos pentecostais, onde chagam a passar de 30%.

Um levantamento preliminar sobre o tema foi feito no Brasil em 2013, embora não seja tão detalhado.

Educação formal

O relatório da equipe de Campbell-Reed também mostra a grande evolução no número de mulheres estudando e dando aula de teologia. Em 1972-1973, a Associação de Escolas Teológicas – que reúne 270 seminários e escolas de pós-graduação – publicou o primeiro relatório sobre isso.

As mulheres eram apenas 3% do corpo docente. No levantamento de 1998, as mulheres já chegavam a 20% dentre os professores. Os 2017, 11% dos diretores de seminário eram do sexo feminino e cerca de 25% lecionam.

Considerando o corpo discente, pouco menos de metade dos estudantes de teologia no país são mulheres.



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