O ateísmo não pode oferecer uma vida feliz e coerente, diz apologeta

William Lane Craig lembra que "Se Deus não existe, então não há um propósito final na vida.”


"O ateísmo não pode oferecer uma vida feliz e coerente"

O apologeta e escritor cristão William Lane Craig afirmou que as pessoas não podem viver “de maneira coerente e feliz” se possuem uma visão ateísta de mundo. Ele defende que em um mundo sem Deus não há sentido, valor nem propósito para a vida.

Na sexta-feira passada, em um debate sobre “O Sentido da Vida”, no Wycliffe College, uma escola de pós-graduação ligada à Universidade de Toronto, organizou um fórum filosófico, onde Craig, professor de pesquisa em filosofia no Seminário Teológico Talbot e professor de filosofia na Universidade Batista de Houston, foi convidado a dar uma palestra de 30 minutos e, depois, participar de um debate.

Também participaram do evento a filósofa naturalista Rebecca Newberger Goldstein e o professor de psicologia da Universidade de Toronto, Jordan Peterson.

Craig, que escreveu vários livros, incluindo a Apologética Para Questões Difíceis da Vida e Em Guarda: Defenda a Fé Cristã com Razão e Precisão, comparou o que chama de visão cristã “significativa” sobre a vida com a visão ateísta da vida.

“Confrontado com a situação humana, a única resposta que o ateu pode oferecer é que simplesmente enfrentemos o absurdo da vida e vivamos com coragem”, disse Craig. “O problema fundamental com isso, no entanto, é que é impossível viver de forma coerente e feliz diante dessa perspectiva de mundo. Se você viver de modo coerente, não será feliz. Se viver feliz é porque não é coerente.”

“[Teólogo] Francis Schaeffer explica bem esse ponto”, continuou Craig. “Para ele, o homem moderno vive em um universo de dois andares. Na parte de baixo está o mundo finito, sem Deus. Aqui, a vida é absurda, como já vimos. No andar superior estão significado, valor e propósito. Agora, o homem moderno vive no andar inferior porque acredita que não há Deus. Mas ele não pode viver feliz em um mundo tão absurdo. Portanto, faz tentativas de alcançar o andar de cima para encontrar significado, valor e propósito, mesmo que ele não tenha direito a isso, pois não acredita em Deus “.

Para o filósofo cristão, o homem moderno que vive no andar de baixo “defende o ateísmo”, mas “vive como se a vida fosse importante e como se realmente importasse o que ele faz”.

William Craig prossegue: “A visão do mundo ateísta é insuficiente para sustentar uma vida feliz e coerente. O homem não pode viver de forma coerente e feliz, como se a vida fosse, sem finalidade, valor ou significado. Se tentarmos viver de forma coerente no contexto da visão de mundo ateísta, acabaremos nos tornando profundamente infelizes. Mas se, ao contrário, conseguimos viver felizes, é por que mentimos sobre nossa verdadeira visão de mundo. O ateísmo, portanto, não pode oferecer uma visão feliz e coerente da vida”.

Ele lembrou que mesmo alguns dos filósofos ateus mais famosos do mundo descreveram um mundo sem Deus como absurdo. “Os cientistas nos dizem que o universo está se expandindo e que tudo nele está cada vez mais distante. Enquanto isso ocorre, fica cada vez mais frio, pois gasta muito de sua energia. Eventualmente, todas as estrelas serão extintas e toda a matéria entrará em colapso, com estrelas mortas e buracos negros. Não haverá luz, não haverá calor, não haverá vida, apenas os cadáveres de estrelas mortas e galáxias se expandindo para a infinita escuridão e os cantos mais frios do espaço – um universo em ruínas”, argumentou Craig.

“Se Deus não existe, então não há um propósito final na vida. Se a morte está de braços abertos no final dessa trilha da existência, então, qual é o objetivo da vida? É tudo isso pra nada? Não há motivo para a vida? E quanto ao universo? É totalmente inútil?”, questiona o apologeta. “Se o seu destino é uma sepultura fria em algum canto do espaço exterior, então a resposta deve ser sim, é inútil. Não há objetivo, nem propósito para o universo. A lixeira de um universo morto continuará expandindo e expandindo eternamente.”

Conforme lembrou aos presentes, o fato de o mundo acabar um dia no futuro não é “ficção científica”. “Por mais inimaginável que pareça, isso acontecerá. Não só cada pessoa está condenada, toda a raça humana está destinada à destruição. Não há escapatória, não há esperança. Esse plano, os fatos científicos, parecem quase incontestáveis. A questão então é qual a consequência disso?”, provocou.

“Muitos pensadores ateístas argumentaram que isso implica que a própria vida humana se torna absurda. Isso significa que a vida que temos é sem propósito, valor ou significado final”.

Citou filósofos como Friedrich Nietzsche, Bertrand Russell e Jean-Paul Sartre, que dizem que a vida não tem um sentido “sem Deus”. Encerrou dizendo: “Gostaria de acrescentar algo. Vimos que, se Deus não existe, a vida é inútil. Se Deus existe, a vida é significativa. Somente a segunda dessas duas alternativas nos permite viver de forma coerente e feliz. Parece-me que, mesmo que as evidências para essas duas opções fossem absolutamente iguais, uma pessoa racional deveria escolher o teísmo. Parece-me definitivamente irracional preferir a morte, a inutilidade e o desespero que a vida, o significado e a felicidade em Deus”. Com informações Christian Post




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